No Planalto, presidente da Câmara defendeu redução da jornada como caminho para romper ciclo de agressões
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), vinculou nesta 4ª feira (20.mai.2026) a redução da jornada de trabalho ao combate à violência contra a mulher. A declaração foi dada durante evento que marcou os 100 dias do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, no Palácio do Planalto.
“É impossível não mencionar a redução da jornada de trabalho como um dos caminhos possíveis nesse debate”, disse Motta. Segundo ele, muitas mulheres vítimas de violência não têm tempo sequer para denunciar agressões ou reorganizar a própria vida.
Motta afirmou que os lares brasileiros são chefiados majoritariamente por mulheres, o que torna o debate sobre jornada de trabalho diretamente ligado à autonomia e à segurança feminina.
“Muitas delas tornam-se vítimas da violência e acabam sufocadas pela ausência de tempo, até mesmo para denunciar uma agressão ou reorganizar a própria vida”, afirmou.
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No discurso, o presidente da Câmara fez um balanço das ações legislativas desde a assinatura do pacto. Segundo ele, a Casa aprovou 73 propostas voltadas ao combate ao feminicídio no período.
Entre as medidas aprovadas estão o uso de tornozeleira eletrônica por agressores, a tipificação da violência vicária e a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher.
Motta também anunciou a criação de um grupo de trabalho para debater o projeto de lei da misoginia, coordenado pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
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