Segundo o senador, o partido quer “pagar de bonzinho”, mas “tentou travar” as investigações no Congresso
O senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), disse nesta 6ª feira (8.mai.2026) que o Partido dos Trabalhadores foi contra a abertura da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Master. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou que deputados do PT não assinaram o pedido de abertura da investigação no Congresso.
“Sabe o que é curioso? O pai do Lulinha pode aparecer a qualquer momento dizendo que apoia a CPI do Banco Master. Mas deixa eu te contar o que ele não fala. O PT foi contra a CPI. Os deputados do PT não assinaram. Só que agora não dá mais para segurar. Aí vem o teatro”, diz no vídeo publicado no Instagram.
O senador citou episódios que, segundo ele, relacionam o caso do Banco Master ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Será que o PT está contra a CPI porque envolve políticos da Bahia que eles controlam há mais de 20 anos? Ou será porque a família do Jaques Wagner, líder do PT, recebeu R$ 11 milhões em uma empresa ligada ao caso? Ou porque o Guido Mantega, que já foi ministro da Fazenda do Lula, recebia R$ 1 milhão por mês do banco só pra fazer lobby dentro do governo? Ou porque o Lewandowski, ex-ministro da Justiça, recebeu R$ 5 milhões?”, afirma.
E continua: “Agora, segura essa! Ou será que é porque o próprio Lula teve uma ótima reunião fora da agenda oficial com o dono do Banco Master, cercado de ministros de 1º escalão como o Rui Costa, da Casa Civil? Coincidências demais, né? Aliás, Rui Costa foi governador da Bahia, onde todo o rolo do Banco Master começou”.
Segundo Flávio, “o PT não quis investigar, tentou travar, mas não conseguiu”. E conclui: “Eles querem pagar de bonzinho? Não cola. Quem tentou esconder, agora não pode posar de herói”.
Assista (1min55s):
PRESSÃO
O PT intensificou na 5ª feira (7.mai.2026) a pressão pela instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o caso do Banco Master, em meio ao andamento da operação Compliance Zero e depois de críticas internas de que o partido errou ao não liderar a ofensiva contra o esquema.
Em declaração ao Poder360, o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, afirmou que “não pode haver qualquer suspeita de acordão para abafar as investigações” e defendeu a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) no Congresso e de uma CPI na Câmara.
O líder do partido na Câmara, Pedro Uczai, informou ao Poder360 que apoia a instalação de uma CPMI ou de uma CPI. O líder assinou o requerimento apresentado pelas deputadas Fernanda Melchionna (Psol-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ). O pedido reúne assinaturas de 181 deputados e 35 senadores.