Rejeição a Messias é destaque na mídia internacional

Principais jornais e agências do exterior noticiaram a derrota do governo Lula no Senado

A rejeição ao nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal pelo Senado foi destaque em veículos de mídia internacionais, que citaram o episódio como uma derrota política para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e um fato histórico sem precedentes em mais de 1 século. De forma geral, jornais e agências enfatizaram o tempo que isto não acontecia —foi a 1ª rejeição desde o fim do século 19— e o impacto do resultado na relação entre o governo e o Congresso.

Outro ponto recorrente nas publicações foi o contexto político da votação. Parte dos veículos associou a derrota à proximidade das eleições e à dificuldade de Lula em consolidar apoio no Senado, além de mencionar o papel da oposição e a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no resultado.

Entre as agências internacionais, a Reuters afirmou que Lula sofreu uma derrota relevante ao se tornar o 1º líder em mais de um século a ter um indicado ao STF rejeitado pelo Congresso. A agência citou o esforço do governo para articular apoio entre senadores e indicou que a proximidade das eleições influenciou o resultado, além de mencionar a resistência de congressistas ligados à oposição.

A Associated Press) classificou o episódio como um golpe político contra Lula e também enfatizou que se trata da 1ª rejeição em 132 anos. A agência citou o placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis e mencionou a comemoração de senadores oposicionistas, incluindo Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o resultado.

A agência espanhola EFE  indicou o impacto direto da decisão sobre o governo, ao descrever a rejeição como um duro golpe a poucos meses das eleições. O veículo também destacou a fala de Flávio Bolsonaro, que interpretou o resultado como sinal de enfraquecimento do capital político de Lula no Legislativo.

A italiana Ansa reforçou o caráter histórico da decisão, ao lembrar que uma rejeição semelhante não ocorria desde 1894. Classificou o resultado como uma pesada derrota política e ressaltou a celebração da oposição no plenário, além de mencionar a declaração de Flávio Bolsonaro sobre o que chamou de “respiro da democracia”.

Entre os jornais dos Estados Unidos, o The Washington Post afirmou que a rejeição foi a 1ª em mais de 130 anos e interpretou o episódio como um sinal de que Lula enfrenta dificuldades para manter apoio entre congressistas relevantes, sobretudo no contexto de tentativa de reeleição.

A Bloomberg disse que a indicação de Messias fazia parte de uma estratégia mais ampla de Lula para dialogar com setores religiosos, especialmente os evangélicos, e que o nome era visto como uma ponte com esse grupo em crescimento no país.

Na América Latina, o argentino Clarín classificou o resultado como uma derrota para Lula e uma vitória da oposição. Citou o placar da votação e a atuação de Flávio como pré-candidato presidencial. O jornal também afirmou que o episódio obriga o presidente a apresentar um novo nome ao tribunal.

O portal Infobae enfatizou o caráter inédito da decisão, ao apontar que o Senado não vetava um indicado ao Supremo desde 1894.

Na Europa, a rádio francesa RFI tratou o episódio como uma derrota do presidente a poucos meses da eleição e ressaltou a resistência de setores mais alinhados à direita no Senado. A emissora também destacou declarações de Flávio Bolsonaro e a reação do próprio Messias após a votação.

O alemão Der Spiegel citou o caráter surpreendente da rejeição e apontou que a decisão evidencia as dificuldades do governo em formar maioria no Senado.

Já o espanhol El País classificou o resultado como uma derrota histórica para Lula e destacou que, apesar do esforço de Messias em se aproximar de senadores conservadores, prevaleceu no Senado a disposição de impor uma derrota ao presidente.

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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-midia/rejeicao-a-messias-e-destaque-na-midia-internacional/

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