Trump defende salão de baile na Casa Branca após ataque em jantar

Projeto está suspenso por decisão judicial; no sábado (25.abr), homem tentou invadir evento com o presidente norte-americano realizado em um hotel

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), defendeu, neste domingo (26.abr.2026), a construção de um salão de baile na Casa Branca. Segundo ele, o ocorrido na noite de sábado (25.abr) durante o jantar com os jornalistas setoristas do governo norte-americano reforça a necessidade de concretizar o projeto. 

O jantar foi realizado no Washington Hilton Hotel. Estavam presentes, além de Trump, integrantes do 1º escalão do governo norte-americano, profissionais de mídia e convidados. Um homem armado tentou invadir o local, mas foi detido. O presidente norte-americano foi retirado às pressas.

“O que aconteceu ontem à noite é exatamente a razão pela qual nossas Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças da Lei e, por diferentes razões, todos os presidentes dos últimos 150 anos, vêm EXIGINDO a construção de um grande e seguro Salão de Baile nos jardins da Casa Branca”, escreveu Trump na Truth Social.

“Além de belíssimo, ele possui todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis, não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo, a Casa Branca”, declarou.

A construção do salão de baile está paralisada. No fim de março, a Justiça dos EUA determinou que a construção não pode avançar sem aprovação do Congresso. Com a decisão, o projeto avaliado em US$ 400 milhões foi suspenso.

O juiz distrital Richard Leon atendeu a um pedido do National Trust for Historic Preservation, organização dedicada à preservação do patrimônio histórico nos EUA. A entidade disse que Trump excedeu sua autoridade ao autorizar a demolição da Ala Leste, estrutura histórica do complexo presidencial, para dar lugar à nova construção.

ATAQUE AO JANTAR DE TRUMP

Leia abaixo o que se sabe até agora:

o que houve – um homem armado furou a barreira de segurança durante um evento com Trump, o Serviço Secreto reagiu e tiros foram disparados;
o que era o evento – o tradicional jantar com os jornalistas setoristas na Casa Branca, realizado em 25 de abril de 2026 no Washington Hilton Hotel, na capital dos EUA, com o republicano, o 1º escalão do governo Trump, profissionais da mídia e convidados;
Trump escoltado – assim que os tiros foram ouvidos, o Serviço Secreto retirou o republicano às pressas do jantar;
quem é o suspeito – Cole Allen tem 31 anos, é engenheiro formado pela Caltech e morava na Califórnia. Ele portava duas armas de fogo e várias facas no momento em que foi imobilizado pelo Serviço Secreto. Está sob a custódia das autoridades;
“lobo solitário” – após o ataque, Trump falou a jornalistas e disse acreditar que Cole Allen agiu sozinho –ele também postou uma foto do homem em seu perfil nas redes sociais;
feridos no ataque – Trump afirmou que ele, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e os demais integrantes do governo que estavam no jantar estão bem, mas que um agente do Serviço Secreto foi baleado. Disse ter conversado com o oficial, que está bem e vestia um colete à prova de balas.

Associação de jornalistas

O jantar de sábado (25.abr) entre jornalistas e Trump foi organizado pela WHCA (“White House Correspondents Association”). A forma mais correta de traduzir o nome dessa entidade privada é “Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca”.

A WHCA foi criada por jornalistas em 25 de fevereiro de 1914, como resposta a uma declaração do então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, que em 1913 disse que poderia acabar com a tradição de participar de entrevistas para jornalistas, pois “certos jornais vespertinos” (sem dizer quais) estariam publicando frases que ele considerava ter dado de forma reservada.

O 1º jantar anual da WHCA foi realizado em 7 de maio de 1921 no Arlington Hotel, na esquina da avenida Vermont com a rua L, em Washington. O então presidente dos EUA, Warren G. Harding, não foi ao evento. O 1º presidente norte-americano a participar do jantar foi Calvin Coolidge, em 1924.

Ao longo dos anos, o jantar se tornou uma tradição do mundo político norte-americano, na capital do país. O local muda de tempos em tempos. É sempre uma oportunidade para o presidente do país falar de maneira mais descontraída, ouvir e contar piadas.

Essas oportunidades são vistas como uma celebração da liberdade de expressão, um dos direitos mais populares no país e consagrado em 1791 pela 1ª emenda à Constituição dos EUA, que impede o Congresso de criar leis que limitem a liberdade de expressão, imprensa, reunião, religião e petição ao governo.

Leia mais:

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-defende-salao-de-baile-na-casa-branca-apos-ataque-em-jantar/

Deixe um comentário