Saldo positivo foi puxado por indústria e construção; comércio fechou 56.800 postos após contratações de fim de ano
O Brasil abriu 112.334 vagas com carteira assinada em janeiro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta 3ª feira (3.mar.2026) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O resultado vem de 2.208.030 admissões e 2.095.696 demissões no mês. Com isso, o estoque total de empregos formais chegou a 48.577.979 vínculos ativos no país.
No acumulado de 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, o saldo é positivo em 1.228.483 vagas. O estoque de empregos cresceu 2,6% no período.
Quatro dos 5 grandes setores registraram saldo positivo em janeiro. A indústria liderou, com 54.991 vagas, seguida pela construção (50.545), serviços (40.525) e agropecuária (23.073). Por outro lado, o comércio fechou 56.800 vagas. Segundo o ministério, o resultado reflete a sazonalidade após as contratações temporárias de fim de ano.
Em janeiro, 18 das 27 Unidades da Federação registraram mais admissões do que desligamentos. Santa Catarina liderou o saldo, com 19.000 vagas. Mato Grosso abriu 18.731 postos, enquanto o Rio Grande do Sul registrou 18.421. Em termos proporcionais, Mato Grosso teve a maior taxa de crescimento, de 1,9%. Santa Catarina e Goiás registraram alta de 0,7%.
No campo negativo, o Rio de Janeiro fechou 13.009 vagas. Alagoas perdeu 2.922 postos e o Ceará, 1.291.
Victor Boscato/Poder360 – 3.mar.2026
Ministro Luiz Marinho divulgando os dados do Novo Caged na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo
Jovens e homens concentram saldo positivo
O saldo foi positivo para homens, com 117.799 vagas. Já entre mulheres houve redução de 5.465 postos.
Por faixa etária, jovens de até 24 anos concentraram 111.805 novas vagas. Entre os níveis de escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo registraram saldo de 69.610 postos.
Salário médio sobe
O salário médio real de admissão em janeiro foi de R$ 2.389,78. O valor representa alta de R$ 77,02 alta de 3,3% frente a dezembro. Em relação a janeiro de 2025, o aumento foi de R$ 41,58, ou 1,77%.
Entre trabalhadores típicos, o salário médio ficou em R$ 2.428,67. Já entre não típicos, o valor foi de R$ 2.136,37.
Guerra e mercado de trabalho
Questionado pelo Poder360 sobre eventual impacto dos conflitos no Oriente Médio na geração de empregos formais no Brasil, Marinho afirmou que não vê relação direta.
“Eu não consigo ver essa relação da guerra com emprego com carteira assinada”, disse. Segundo o ministro, um agravamento do cenário global poderia afetar a atividade econômica. Nesse caso, haveria impacto na ocupação de forma geral.
Marinho afirmou, porém, que o comportamento do emprego formal depende do desempenho da economia brasileira. “Quando a economia vem crescendo de maneira sustentável, a tendência é gerar mais empregos formais do que informais”, declarou.
Ele citou que o país tem cerca de 102 milhões a 103 milhões de pessoas ocupadas, sendo aproximadamente 48 milhões com carteira assinada. Para o ministro, o fortalecimento da economia e a elevação do salário de entrada podem estimular a migração da informalidade para a formalidade.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/brasil-abre-1123-mil-vagas-formais-em-janeiro-de-2026/