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Entenda como será a concessão da Rodoviária do Plano Piloto

Terminal será concedido por 20 anos para reforma e exploração pela iniciativa privada; licitação inclui estacionamentos do Conjunto Nacional e do Conic

A concessão da Rodoviária do Plano Piloto à iniciativa privada por 20 anos está próxima de ser concluída. Em dezembro de 2023, o governador do DF (Distrito Federal), Ibaneis Rocha (MDB), sancionou a lei que autorizou a operação. Cerca de 650 mil pessoas passam diariamente pelo local. O edital foi publicado em 2 de fevereiro de 2024. Leia a íntegra (PDF – 478 kB).

A licitação inclui a reforma, recuperação, ampliação, operação e exploração da rodoviária e dos estacionamentos do Conjunto Nacional e do Setor de Diversões Sul, popularmente conhecido como Conic, além da Galeria dos Estados. O valor do contrato é de R$ 119,8 milhões. O edital não definiu uma data para abertura e seleção da proposta. O vencedor será quem oferecer o maior valor de outorga.

Veja fotos do projeto:

O vencedor deverá aportar 58,5% do valor do contrato (R$ 70,1 milhões) já no 1º ano da concessão. As melhorias dispostas no contrato incluem:

modernização do espaço;
reorganização das lojas;
a reforma dos pontos de chegada e de saída dos ônibus; e
criação do terminal e baias do BRT (Bus Rapid Transit, ou ônibus de trânsito rápido) no Buraco do Tatu.

Os estacionamentos superiores e inferiores próximos ao Conjunto Nacional e ao Conic passarão a ser pagos. O faturamento será utilizado para o investimento na manutenção e modernização da Rodoviária e no pagamento da outorga ao governo.

Segundo os estudos da concessão, o valor do estacionamento será de R$ 5 a hora, com um limite de R$ 25 de cobrança. A concessionária poderá explorar um total de 2.902 vagas. Foi estudada a possibilidade de construção de um edifício garagem, mas a ideia foi descartada.

extras. Ambulantes credenciados também poderão trabalhar na rodoviária.

Veja como está a rodoviária hoje:

Outra fonte de financiamento para a execução das obras de modernização será a taxa de acostagem –valor pago pelas empresas de transporte à concessionária a cada partida de ônibus. Essa tarifa varia de R$ 2,14 a R$ 14,10, de acordo com o modelo do veículo e o tipo de linha.

O governo diz que esse mecanismo não impactará no aumento de custos para os usuários. Caso seja necessária a revisão da taxa de acostagem, será feita uma modulação da tarifa técnica paga pelo governo que já subsidia o valor das passagens no DF.

Fontes de receitas da concessionária:

aluguel dos pontos comerciais;
exploração dos estacionamentos;
exploração dos painéis publicitários; e
taxa de acostagem.

Segundo o edital de licitação, os lojistas terão prioridade para permanecer nos locais que já ocupam. Os empresários poderão continuar com a mesma atividade e sem pagamento de taxas

Fonte: https://www.poder360.com.br/brasilia/entenda-como-sera-a-concessao-da-rodoviaria-do-plano-piloto/

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