Brasileira é acusada de fraude pela justiça dos Estados Unidos; jornalista é ex-bolsonarista e atual lulista
A oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou sobre a procura do FBI (Federal Bureau of Investigation, a polícia federal norte-americana) pela jornalista Patrícia Lélis. A brasileira se tornou ré nos EUA com a acusação de ter fingido ser advogada e fraudar quem a procurou em US$ 700 mil. Conforme a denúncia, ela enganava pessoas interessadas em tirar o visto de residência no país.
“Tomara que o FBI encontre o paradeiro da mentirosa da Lelis, daí ela consegue ser intimada no processo que movo contra ela”, declarou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) em seu perfil no X (ex-Twitter).
O congressista está processando a jornalista por danos morais pelo TJMG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) depois de Lelis compartilhar, em 2022, uma suposta imagem de Ferreira em um momento íntimo.
O mineiro também postou uma publicação de Lelis conversando com o deputado André Janones (Avante-MG) e afirmou: “Veja pelo lado bom, os 2, em breve, poderão dividir a cela juntinhos”.
O senador Magno Malta (PL-ES) disse que a situação da jornalista perante a justiça norte-americana é “um clássico petista”. Ele desejou “boa sorte” a Lelis e afirmou: “Sai acusando meio mundo, mas no fim… Vocês já sabem”.
Quem é Patrícia Lélis
Patrícia Lélis, 29 anos, ficou conhecida em 2016, quando entrou na justiça contra o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) por “crimes de estupro, lesões corporais, sequestro, cárcere privado, ameaça e corrupção de testemunha”. O processo foi arquivado em 2018. Em abril de 2023, a jornalista falou sobre o caso e disse não ter sido a única vítima.
A atual apoiadora de Lula já se considerou pró-bolsonaro e foi militante do PSC (Partido Social Cristão), partido que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também era filiado quando Lelis o acusou de tê-la ameaçado.
Um relatório da Polícia Civil do Distrito Federal, divulgado em 2021, indicou a existência de indícios de crime de denúncia caluniosa cometido pela jornalista contra o deputado. A conclusão do inquérito diz que as supostas mensagens de ameaça enviadas pelo congressista teriam sido simuladas.
Eis outras manifestações da oposição sobre o caso: