Trump ameaça Irã por fechamento do estreito de Ormuz

Presidente dos EUA sugere ataque “20 vezes mais forte” que tornaria “praticamente impossível a reconstrução” do país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse na 2ª feira (9.mar.2026) que vai atacar o Irã “20 vezes mais forte” do que já atacou até agora caso o país bloqueie o fluxo de petróleo no estreito de Ormuz.

A IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) afirma que o canal está fechado para navios dos EUA, Israel, Europa e outros aliados ocidentais desde 28 de fevereiro e ameaça atacar quem passar pela região. Já os EUA negam que a rota esteja bloqueada. A região marítima entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico é rota de transporte de 20% a 30% de todo o petróleo global.

Em uma publicação na plataforma Truth Social, Trump sugeriu que o Irã receberá “morte, fogo e fúria” caso interfira na passagem de navios pelo estreito de Ormuz. “Se o Irã fizer algo que interrompa o fluxo de petróleo no estreito de Ormuz, os Estados Unidos da América o atingirão 20 vezes mais forte do que já o atingiram até agora”, declarou.

“Além disso, eliminaremos alvos facilmente destruíveis, o que tornará praticamente impossível que o Irã volte a se reconstruir como nação –morte, fogo e fúria reinarão sobre eles– mas espero e rezo para que isso não aconteça”, disse. Segundo o presidente dos EUA, sua declaração é um “presente” para a China e todos os países dependentes da rota marítima.

Mais cedo, em uma entrevista à CBS News, Trump afirmou que está “pensando em assumir o controle” do estreito de Ormuz. Disse também que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída”.

As declarações se dão no momento em que há pressão do mercado e alta do barril de petróleo, que se aproximou de US$ 120 e derrubou Bolsas ao redor do mundo.

ATAQUES AO IRÃ

Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã em 28 de fevereiro. No anúncio do início da campanha militar, Trump afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Disse também que a “hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã daquele dia em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/trump-ameaca-ira-por-fechamento-do-estreito-de-ormuz/

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