Sítio de Atibaia voltou ao noticiário policial, diz Flávio Bolsonaro

Senador afirma que transferências de Lulinha para proprietário do sítio reacendem suspeitas sobre o imóvel

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no domingo (8.mar.2026) que o sítio de Atibaia voltou ao noticiário policial. Segundo o pré-candidato à Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que teve o sigilo bancário quebrado na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Transferências dele ao proprietário do imóvel, Jonas Leite Suassuna Filho, reacenderam suspeitas sobre a propriedade, que chegou a embasar uma das condenações de Lula em 2020.

“Você lembra do Sítio de Atibaia? O sítio de Lula? Pois é. Ele voltou ao noticiário policial”, escreveu na legenda de um vídeo feito com IA (Inteligência Artificial) publicado no Instagram.

No vídeo, é dito que Atibaia volta a ser o “epicentro da corrupção” e que Lula estaria fazendo de tudo para proteger o filho mais velho.

“E quando achar que a sujeira está indo longe demais, repare que a única intenção clara de Lula é proteger seu filho, Lulinha”, afirmou o senador.

Quebra de sigilo de Lulinha

A quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelou uma movimentação financeira de R$ 19,5 milhões de janeiro de 2022 a janeiro de 2026. Os dados foram obtidos pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que investiga fraudes previdenciárias.

A investigação apura se Lulinha, 51 anos, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu valores de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, no esquema que ganhou fama de “Farra do INSS”. 

Os dados mostram transferências de Lulinha para ex-sócios, sendo 17 para Jonas Leite Suassuna Filho, que somam R$ 704.000, e outras 15 transações de janeiro de 2024 a outubro de 2025, para o ex-sócio Kalil Bittar, que somam R$ 750.000.

Suassuna Filho é dono do sítio em Atibaia (SP) que foi frequentado pelo presidente Lula. A propriedade rural mencionada foi o centro de um dos processos da Operação Lava Jato, que resultou em condenações de Lula, posteriormente anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Kalil Bittar é irmão de Fernando Bittar, também um dos donos do sítio.

Lula foi acusado e condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na 1ª e na 2ª instâncias da Justiça Federal. A pena aplicada em maio de 2020 foi de 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão. O petista foi considerado culpado de receber vantagens indevidas das construtoras Odebrecht e OAS para uma obra de cerca de R$ 1 milhão que reformou o sítio em Atibaia. Em troca, segundo o processo, Lula ajudou de forma ilícita as empreiteiras a terem contratos com a Petrobras. O presidente sempre negou as acusações. Em 2021, o ministro do STF, Gilmar Mendes, anulou decisões do ex-juiz Sérgio Moro no processos do sítio em Atibaia.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-congresso/sitio-de-atibaia-voltou-ao-noticiario-policial-diz-flavio-bolsonaro/

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