Ex-primeira-dama compartilhou crítica à viagem da mulher de Lula ao Japão e relembrou o caso de Silvio Almeida
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não comentou sobre a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) desta 4ª feira (26.mar.2025) de tornar seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu na denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República) por tentativa de golpe de Estado em 2022. No entanto, ela criticou a atual primeira-dama Janja da Silva, por sua viagem ao Japão, em que acompanha o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Michelle compartilhou em seu perfil no Instagram a publicação do PL Mulheres em que critica a viagem de Janja e questiona sobre o caso de investigação do ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida. Ele é investigado por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Na legenda da publicação, o partido faz uma crítica à primeira-dama e cita o serviço Ligue 180, voltado para o recebimento de relatos de violência contra a mulher:
“Passear alegremente
Na terra do sol nascente 🇯🇵
Torrando o dinheiro da gente
Não é algo tão decente.
Pior do que 7 dias
curtindo lá no Japão
é passar 180 dias
disfarçando o taradão!”
Janja está no Japão desde 18 de março e declarou que chegou antes de Lula para economizar em passagem aérea e hospedagem. A viagem de integrantes do governo Lula é para celebrar os 130 anos de intercâmbio e amizade entre os países.
DECISÃO DO STF
Nesta 4ª feria (26.mar), o STF decidiu aceitar a denúncia da PGR contra Bolsonaro e outros 7 acusados pela tentativa de golpe de Estado em 2022, os tornando réu do caso. Com a decisão unanime da 1ª Turma do Supremo, se dá o início a uma ação penal que pode resultar na condenação dos acusados em até 43 anos de prisão.
O processo busca esclarecer o envolvimento de Bolsonaro numa tentativa de golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sua atuação contra a credibilidade das urnas eletrônicas e sua participação na elaboração da chamada minuta golpista.
CASO SILVIO ALMEIDA
Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos, é investigado por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. As acusações surgiram em setembro de 2024, quando a organização Me Too, que atua na proteção de mulheres vítimas de violência, afirmou ter acolhido mulheres que relataram assédio por parte do ex-ministro.
Almeida foi demitido por Lula em 6 de setembro de 2024. Em vídeo divulgado depois da divulgação das acusações, ele repudiou as alegações “com absoluta veemência” e as classificou como “mentiras” e “ilações absurdas”, e sugeriu que o objetivo das acusações era prejudicá-lo.