Chanceler brasileiro falou por telefone com Jamieson Greer, representante comercial do governo Trump; combinaram reunião virtual na próxima semana
O chanceler Mauro Vieira conversou nesta 4ª feira (2.abr.2025), por telefone, com o chefe do USTR (United States Trade Representative), o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. A conversa se deu horas antes do anúncio que o presidente norte-americano, Donald Trump (Republicano), fará, às 17h, de novas tarifas recíprocas para diversos países.
De acordo com o Itamaraty, Vieira e Greer conversaram sobre as atuais tarifas de 25% aplicadas sobre as importações dos Estados Unidos de aço e alumínio. A taxação, que foi anunciada em 10 de fevereiro e começou a valer em 12 de março, atingiu o Brasil. O país é o principal exportador de alumínio e o 2º maior vendedor de aço bruto para os Estados Unidos.
A medida não afeta os brasileiros diretamente, mas, a longo prazo, os compradores dos EUA podem desistir de adquirir o aço ou alumínio do Brasil pelo alto preço dos impostos. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda estuda uma resposta.
Os 2 também combinaram uma nova reunião virtual entre suas equipes técnicas na semana que vem para discutir as medidas que serão anunciadas por Trump nesta 4ª feira (2.abr). As conversas são parte do esforço do governo brasileiro de mitigar o impacto das tarifas no Brasil ao tentar retirar alguns produtos brasileiros da lista.
O embaixador Maurício Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério de Relações Exteriores, participou da ligação. Ele esteve em Washington na semana passada para conversas com diversas autoridades norte-americanas para tratar dos impactos que as tarifas de Trump terão sobre o Brasil.
A política comercial de Trump atinge seu ápice nesta 4ª feira (2.abr) com o início da cobrança das tarifas recíprocas. Trump apelidou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português) porque, segundo ele, marcará o momento que os EUA se libertarão de produtos estrangeiros.
As novas tarifas se somam às demais taxas impostas pelo republicano desde o início de seu 2º mandato, em 20 de janeiro. Relembre: