Programa do MEC usará cultura hip-hop como ferramenta pedagógica em escolas públicas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), apresentaram nesta 3ª feira (31.mar.2026) a Escola Nacional de Hip-Hop H2E, programa voltado a escolas públicas brasileiras. O lançamento foi realizado no Parque Anhembi, em São Paulo. A iniciativa do Ministério da Educação terá investimento de R$ 50 milhões de 2026 a 2027.
O programa pretende utilizar o hip-hop como ferramenta pedagógica nas redes públicas de ensino. A proposta é fortalecer a aplicação das leis nº 10.639 e nº 11.645, que tornam obrigatório o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas na educação básica.
Assista (1h8min5s):
“Porque a elite brasileira não queria que o povo conseguisse estudar. Vocês nasceram para trabalhar, estudar era coisa de gente rica. E é por isso que nós somos um país atrasado”, disse Lula
Segundo o governo federal, a iniciativa busca promover inovação curricular por meio da valorização das culturas ligadas ao hip-hop e da formação continuada de professores. O programa também pretende incentivar o protagonismo juvenil e reduzir desigualdades educacionais.
“É por isso que a gente está atrás do Chile, da Argentina. É por isso que a gente não é competitivo proporcionalmente à evolução do Brasil. E nós então estamos tirando essa diferença para dizer para vocês que não tem mais volta. Não tem mais volta, afirmou” Lula.
Entre os objetivos estão apoiar redes de ensino na integração do hip-hop como instrumento didático, estimular a formação de profissionais da educação e promover a articulação entre saberes tradicionais, populares e científicos nos currículos escolares.
Durante o evento, o governo também apresentou dados sobre o Programa Universidade para Todos, que completou 21 anos em 2026. Desde a criação, o programa registrou 27,1 milhões de inscritos, ofertou 7,7 milhões de bolsas e formou cerca de 1,5 milhão de estudantes.
O governo também divulgou números da Lei de Cotas. Em 14 anos de vigência, cerca de 2 milhões de estudantes cotistas ingressaram no ensino superior. Desse total, 790,1 mil entraram por meio do Sistema de Seleção Unificada, 1,1 milhão pelo Prouni e 29,6 mil pelo Fundo de Financiamento Estudantil.