Premiês de Itália, Suécia, Canadá e outros países falam em risco de guerra comercial despis de novas medidas anunciadas pelos EUA
Líderes de ao menos 5 países criticaram publicamente as novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo dos Estados Unidos. A política protecionista do presidente Donald Trump atingiu um novo patamar nesta 4ª feira (2.abr.2025) com o início da cobrança de tarifas recíprocas parceiros comerciais.
Durante um evento na Casa Branca, Trump exibiu uma tabela com valores que, segundo ele, representam as tarifas aplicadas por outros países sobre produtos norte-americanos. Ao lado, estavam listadas as novas taxas que os EUA passarão a impor em resposta.
O presidente classificou a medida como um marco para a economia norte-americana, o evento foi chamando de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”), por representar, segundo ele, a independência do país frente ao que considera um comércio exterior “injusto”.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou a decisão de Trump como “errada” e afirmou que a medida não beneficiará os Estados Unidos. Em um comunicado no Facebook, ela destacou a necessidade de diálogo para evitar uma guerra comercial.
“Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para buscar um acordo com os Estados Unidos e evitar um conflito comercial que enfraqueceria o Ocidente em benefício de outras potências globais”, afirmou.
Meloni, que mantém boas relações com Trump, ressaltou que a Itália atuará em defesa de sua economia em conjunto com outros parceiros europeus.
O chefe de governo da Suécia, Ulf Kristersson, disse estar preocupado om o impacto das tarifas sobre o comércio internacional.
Sweden will continue to stand up for free trade and international cooperation. pic.twitter.com/ZJWPbVhbmf
— SwedishPM (@SwedishPM) April 2, 2025
“Não queremos barreiras comerciais crescentes nem uma guerra comercial. Buscamos retomar um caminho de cooperação com os Estados Unidos para garantir uma vida melhor para nossos cidadãos”, afirmou.
O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Harris, lamentou o anúncio de Trump e alertou para os possíveis impactos negativos sobre a economia irlandesa.
“O governo vem se preparando ativamente para essa possibilidade há algum tempo. Como temos feito desde o início, buscaremos controlar o que está ao nosso alcance e influenciar o que for possível, sempre contando com a união com nossos parceiros da UE como nossa maior força”, disse.
Já o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, afirmou que seu governo não responderá com tarifas retaliatórias, mas criticou a decisão dos EUA. “Os norte-americanos serão os que pagarão o preço mais alto por essa política”, declarou.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, prometeu medidas de retaliação contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos. “É essencial agir com propósito e com força”, afirmou.
TARIFAÇO DE TRUMP
A política comercial de Donald Trump atingiu seu ápice nesta 4ª feira (2.abr), com o início da cobrança das tarifas recíprocas. O presidente apelidou a data de “Liberation Day” (“Dia da Libertação”, em português) porque, segundo ele, marca o momento em que os EUA se libertam do que ele chamou de comércio estrangeiro “injusto”.
O republicano aplicou diversas tarifas sobre produtos e parceiros comerciais desde o início de seu 2º mandado, em 20 de janeiro, com o objetivo de fortalecer a economia do país, reverter deficits comerciais e recuperar a competitividade da indústria norte-americana.
A 1ª medida tarifária foi anunciada em 1º de fevereiro. Na ocasião, Trump aplicou 25% sobre produtos do México e do Canadá com a justificativa de que os países eram responsáveis pela chegada de “inúmeros e horríveis” imigrantes aos EUA, pela entrada de drogas no país e pelo deficit nas contas públicas.
O pacote entrou em vigor em 4 de março, depois de negociações com a presidente do México, Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda), e o então primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau (Partido Liberal, centro-esquerda).
Eis a linha do tempo da política comercial de Trump:
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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/lideres-mundiais-criticam-tarifas-reciprocas-de-trump/