Primeira-dama foi homenageada nesta 4ª feira (4.mar) e assume a função de divulgar esforços científicos e ampliar a conscientização sobre a erradicação da fome
A primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, foi nomeada nesta 4ª feira (4.mar.2026) Campeã da Igualdade Social pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). O título foi entregue pelo diretor-geral da organização, o diplomata chinês Qu Dongyu, na cerimônia de abertura da LARC39 (39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe), no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
A homenagem reconhece o trabalho de Janja junto à FAO no enfrentamento da insegurança alimentar. Com o título, ela assume a missão de divulgar os esforços científicos da organização e ampliar a conscientização global sobre a erradicação da fome e da pobreza.
“Terei um olhar mais atento para mulheres e meninas, porque são elas quem mais sofrem o flagelo da fome e da insegurança alimentar. Enquanto houver alguém com fome, nosso flagelo não termina” , disse Janja ao receber o título
Ao entregar o reconhecimento, Qu Dongyu chamou Janja de campeã e ressaltou seu compromisso com a igualdade social e a luta contra a fome no mundo.
Em outubro de 2025, Janja foi escolhida para representar o Brasil no Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, na Itália.
Sérgio Lima/Poder360 – 4.mar.2026
Qu Dongyu (diretor-geral da FAO), Lula (presidente da República) e Janja (primeira-dama) durante tour na abertura da Conferência Regional da FAO, em Brasília
Lula na FAO
A LARC39 é o principal fórum regional da FAO para definição de prioridades e alinhamento estratégico das ações da organização para o biênio 2026-2027. Realizada de 2 a 6 de março, a conferência reúne ministros e representantes de países da América Latina e do Caribe para debater segurança alimentar, agricultura sustentável e cooperação regional.
Antes da cerimônia de abertura, Janja e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitaram a Exposição alusiva ao aniversário de 80 anos da FAO e à cooperação Sul-Sul brasileira, ao lado de Qu Dongyu.
Ao abrir os trabalhos, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a liderança de Lula no combate à fome, citando a saída do Brasil do Mapa da Fome e a criação da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. Vieira afirmou que a fome resulta de desigualdades e exclusões e que pode ser enfrentada por meio de decisões políticas e do multilateralismo.
O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) defendeu que a soberania alimentar depende da paz no campo e entre as nações. “Não podemos ficar calados e aceitar passivamente ações irresponsáveis que violam o direito internacional e colocam em risco a vida de milhões de pessoas, como aquelas que têm recrudescido no Caribe, no Oriente Médio e na África”, disse.
Entre as autoridades presentes, estavam:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – Presidente da República;
Rosângela Lula da Silva – primeira-dama;
Mauro Vieira – ministro das Relações Exteriores;
Carlos Fávaro – ministro da Agricultura e Pecuária;
Paulo Teixeira – ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
Wellington Dias – ministro do Desenvolvimento e Assistência Social e Combate à Fome;
Camilo Santana – ministro da Educação;
Alexandre Padilha – ministro da Saúde;
Marina Silva – ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
Sônia Guajajara – ministra dos Povos Indígenas;
Anielle Franco – ministra da Igualdade Racial;
Guilherme Boulos – ministro da Secretaria-Geral da Presidência;
Qu Dongyu – diretor geral da FAO.
Entre as delegações estrangeiras, estiveram presentes ministros da Agricultura e chefes de delegação de Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Guatemala, Honduras, México, Uruguai, Venezuela e outros 20 países da região, além de representantes da Irlanda e do Reino Unido.