Inflação mensal da Argentina termina 2025 em 2,8%

Índice de preços fechou o ano em 31,5% no acumulado de 12 meses; trata-se de um recuo ante 2024, quando registrou 117,8%

A inflação mensal da Argentina registrou avanço para 2,8% em dezembro, segundo dados divulgados pelo Indec (Instituto Nacional de Estatística e Censos). A taxa oscilou 0,3 p.p. (pontos percentuais) para cima em relação aos 2,5% registrados em novembro. Eis a íntegra do relatório (PDF 867 kB, em espanhol).

“O resultado de dezembro foi impulsionado pelas divisões que registraram as maiores altas: Transporte [4,0%], Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis [3,4%] e Comunicação [3,3%], embora a maior incidência no índice geral tenha vindo de Alimentos e bebidas não alcoólicas [3,1%]“, declara o relatório.

A taxa acumulada em 12 meses foi de 31,5%. Trata-se de uma variação de 86,3 p.p. para baixo ante 2024, quando fechou o ano em 117,8%.

No acumulado de 2025, a categoria que inclui serviços públicos, combustíveis e transporte público avançou 34,2%, acima da média nacional de 31,5%.

Em dezembro, os serviços tiveram alta de 3,4%, enquanto os bens avançaram 2,6%, reforçando a maior pressão dos preços administrados e dos setores intensivos em serviços sobre o índice geral. Por outro lado, os produtos sazonais registraram variação mensal de 0,6%, indicando menor impacto no fim do ano.

Regionalmente, o comportamento dos preços foi heterogêneo. O Nordeste argentino apresentou a maior inflação mensal do país, de 3,4%, puxada principalmente pelo grupo de alimentos. Já as regiões da Patagônia e de Cuyo registraram as menores variações, ambas de 2,6%.

O cenário inflacionário continua a afetar o poder de compra das famílias e as negociações salariais. A trajetória dos preços nos próximos meses dependerá da política monetária, do ritmo de ajustes fiscais e da estabilidade do câmbio, com projeções de inflação.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/inflacao-mensal-da-argentina-termina-2025-em-28/

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