Imagens tiradas pelo argentino Gustavo Germano mostra família com e sem familiares desaparecidos durante o regime militar
Uma imagem em preto e branco mostra o jovem Bergson Gurjão Farias (1947-1972) ao lado da noiva, Simone, e da irmã, Tânia, em Fortaleza (CE). Muitos anos depois, em uma foto colorida e já mais velhas, Tânia e Simone repetem a pose, mas sem a presença de Bergson.
Bergson não aparece na 2ª imagem porque foi morto em 1972, na Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura militar (1964-1985) no Brasil.
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As ausências provocadas por mortes e desaparecimentos forçados ocorridos no período da ditadura no Brasil são o tema de uma exposição em cartaz no Centro MariAntônia, da (Universidade de São Paulo), localizado na região central da capital paulista.
Com entrada gratuita, a mostra foi aberta na noite desta 2ª feira (31.mar.2025), véspera dos 61 anos do início da ditadura civil militar no país.
Chamada de Ausências Brasil, a exposição apresenta uma série de imagens produzidas pelo fotógrafo argentino Gustavo Germano, em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política, mostrando o impacto da ditadura em 12 famílias brasileiras.
O objetivo da mostra é discutir os impactos do abuso de poder e da violência praticada pelo Estado durante a ditadura.
A exposição Ausências Brasil fica em cartaz até 16 de maio. A 1ª versão de Ausências foi lançada em outubro de 2007, após um longo processo de busca de Gustavo Germano para retratar, por meio de paralelos fotográficos, a “presença das ausências” dos assassinados e desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-1983).
SERVIÇO – AUSÊNCIAS BRASIL
onde – Centro MariAntonia – Edifício Rui Barbosa;
endereço – rua Maria Antônia, nª 294 (Vila Buarque), em São Paulo;
quando – até 16 de de maio de 2025;
horário – de 3ª feira a domingo, das 10h às 18h;
valor – entrada franca;
mais informações – pelo telefone (11) 3123-5202.
Com informações da Agência Brasil.