Segundo dados do governo brasileiro, só 365 veículos foram exportados para o país norte-americano em 2024
O governo dos Estados Unidos passará a aplicar tarifas de 25% sobre todos os carros importados a partir da meia-noite desta 5ª feira (3.abr.2025). A Casa Branca afirmou em 26 de março que a medida deve resultar “em mais de US$ 100 bilhões” em arrecadação ao país norte-americano.
Na ocasião, o presidente Donald Trump (Partido Republicano) assinou um decreto estabelecendo a tarifa. Segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), o Brasil só exportou 365 carros para os Estados Unidos no ano passado. Foi menos de 1 automóvel por dia, uma vez que 2024 teve 366 dias por ser ano bissexto.
Leia o infográfico abaixo com a trajetória dos automóveis brasileiros exportados anualmente para os EUA:
A soma do volume de carros exportados anualmente também foi pouco expressiva em 2024: atingiu US$ 5,96 milhões. Trata-se de uma queda de 41,7% ante 2023.
Em outros momentos, o Brasil alcançou valores mais expressivos, como no período de 2000 a 2007. O pico se deu em 2002.
Leia o infográfico abaixo:
DESTINO
Há algum tempo, os EUA não estão entre os principais destinos dos carros brasileiros. Países latino-americanos foram os principais compradores em 2024.
Só a Argentina importou 141.872 veículos brasileiros. É a maior compradora.
O México vem em seguida, com 60.946 carros adquiridos do Brasil. A Colômbia é a 3ª do ranking (33.536 carros).
ENTENDA
O decreto de 26 de março ampliou a medida já planejada por Trump sobre automóveis. O governo dos EUA pretendia aplicar tarifas a carros do México e do Canadá.
O presidente norte-americano informou na ocasião que o país começaria com uma taxa básica de 2,5% até aos 25%. Há a expectativa de que peças automotivas passem a ser taxadas a partir de 3 de maio.
Na 4ª feira (2.abr), Trump também decidiu aplicar uma tarifa recíproca de 10% sobre os produtos brasileiros importados.
FUTURO DOS CARROS
Trump busca, com a medida, ampliar a produção de carros em todo o território norte-americano. Isso porque a norma visa desincentivar a compra de veículos importados por parte dos consumidores, o que levaria a um crescimento da indústria nacional.
Com isso, quer impulsionar o interesse de montadoras de outros países em estabelecer fábricas nos EUA.