Encontro político e crise no Oriente Médio definem semana na China

País inicia discussões sobre as diretrizes políticas e econômicas para os próximos 5 anos, mas vê fluxo de petróleo estrangular

A semana na China foi definida por 2 grandes eventos: o início das Duas Sessões –reunião política mais importante do ano– e os reflexos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Enquanto o país delibera sobre os rumos econômicos e políticos de 2026, também está pressionado para agir rápido ante o contexto geopolítico que travou uma das principais rotas comerciais do mundo e o fornecimento de petróleo para a China.

Assista ao vídeo (1min56s):

As Duas Sessões começaram na 4ª feira (4.mar.2025) como o principal encontro político dos próximos 5 anos para a China. O evento deste ano que se encerra em 12 de março aprovará o PQN (Plano Quinquenal Nacional) 2026-2030. Esse é o documento que define as metas econômicas, sociais e políticas do país para os próximos 5 anos e também determina quais os projetos de infraestrutura prioritários no período.

Na abertura da APN (Assembleia Popular Nacional) na 5ª feira (5.mar), o Partido Comunista da China definiu a meta de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026: de 4,5% a 5%. A projeção é inferior à que o país vinha adotando de crescer próximo de 5% ao ano. O governo chinês também divulgou dados do orçamento anual, onde o principal destaque foi o aumento dos gastos com Defesa em 7%.

Uma das maiores expectativas das Duas Sessões é a entrevista a jornalistas do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, marcada para domingo (8.mar). Nela, o chanceler chinês falará sobre a posição diplomática do país ante a situação geopolítica global e as expectativas da diplomacia chinesa para 2026.

GUERRA NO IRÃ

Outra vertente das principais notícias na China nesta semana foi a crise no Oriente Médio. A China é um dos países mais afetados, indiretamente, pela decisão do governo iraniano de bloquear o estreito de Ormuz. O Irã tomou essa decisão em retaliação aos ataques de EUA e Israel iniciados no sábado (28.fev).

Cerca de 40% das importações de petróleo da China passam pela faixa de água no Oriente Médio, além de grande parte das compras de GNL (Gás Natural Liquefeito). A instabilidade na região fez com que centenas de rotas fossem canceladas ou adiadas.

A China é a principal parceira comercial dos países do Oriente Médio e enquanto a passagem de Ormuz fica fechada, a economia chinesa e de toda a região sangra. No contexto geral, o mundo inteiro já sofre com a instabilidade comercial, que fez o preço do petróleo disparar nesta semana.

A diplomacia chinesa tem sido uma das mais energéticas em resolver a crise. O país tem pressionado tanto a aliança EUA-Israel quanto o Irã para garantir a passagem de navios pelo estreito. Até o momento, o Irã ainda diz ter bloqueado a região e os confrontos permanecem.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-china/encontro-politico-e-crise-no-oriente-medio-definem-semana-na-china/

Deixe um comentário