Operadores também reagiram ao corte da Selic pelo Copom na última 4ª feira e manutenção dos juros nos EUA
O dólar comercial fechou em queda de 0,58% nesta 5ª feira (19.mar.2026), cotado a R$ 5,215. O Ibovespa, principal indicador da B3, subiu 0,35%, aos 180.270,62 pontos.
Os ativos tiveram melhora na reta final da sessão com a desaceleração dos preços do petróleo, que se afastaram das máximas intradiárias. O Brent encerrou em alta de 1,18%, a US$ 108,65 por barril, depois de atingir US$ 119,13 durante a madrugada.
Às 17h10, já no pós-mercado, a commodity operava com leve alta de 0,07%, a US$ 107,45 por barril.
A máxima do petróleo coincidiu com a ofensiva de Israel contra o campo de gás de South Pars, no Golfo Pérsico. O Irã reagiu ao ataque.
O conflito no Oriente Médio aumenta o temor em relação à pressão inflacionária causada pela alta do Brent —o que influenciou decisões de juros na 4ª feira (18.mar.2026)— e repercutiu entre investidores nesta 5ª feira.
O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) manteve a taxa básica de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, conforme esperado. No entanto, o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) adotou tom cauteloso ao citar os riscos de inflação associados ao cenário externo.
Já no Brasil, após o fechamento do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p. (ponto percentual), para 14,75% ao ano. O BC (Banco Central) sinalizou o início de um ciclo de afrouxamento monetário, desde que a inflação siga em trajetória de queda e o cenário externo não pressione os preços.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/dolar-cai-058-com-brent-longe-das-maximas-bolsa-sobe/