Aprovado no Senado, texto segue para sanção de Lula; substituirá o Plano Nacional de Educação em vigor desde 2014
O Senado aprovou na 4ª feira (25.mar.2026) o novo PNE (Plano Nacional de Educação), que estabelece metas para o setor no período de 2026 a 2036. O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e substituirá o plano em vigor desde 2014.
A proposta, que teve a relatoria da senadora Teresa Leitão (PT-PE), mantém diretrizes gerais do PNE, mas eleva metas, antecipa prazos e introduz novos eixos, com foco maior em qualidade, aprendizagem e redução de desigualdades.
Eis os principais pontos:
Mudanças na Educação Infantil
Na Educação Infantil, a principal mudança está na ampliação do atendimento em creches. A meta sobe de 50% para 60% das crianças de até 3 anos. O texto também passa a determinar que toda a demanda por vagas seja atendida e inclui, pela 1ª vez, a exigência de padrão nacional de qualidade para creches e pré-escolas.
A meta deixa de ser alfabetizar até o 3º ano do Ensino Fundamental e passa a exigir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o 2º ano. O texto estabelece uma etapa intermediária: 80% dos alunos devem atingir esse nível até a metade da vigência do plano, além de incluir metas de redução de desigualdade entre grupos.
O plano anterior priorizava o acesso e a matrícula. O novo passa a medir também se o aluno conclui cada etapa na idade adequada. A meta é que 95% concluam o Ensino Fundamental na idade correta e 85% terminem o Ensino Médio no tempo esperado.
Na aprendizagem, o plano deixa de usar apenas indicadores agregados e passa a detalhar metas por etapa. Estabelece, por exemplo, que 90% dos alunos dos anos iniciais atinjam nível adequado, além de metas específicas para os anos finais e o ensino médio.
Ampliação do ensino em tempo integral
O ensino em tempo integral também foi ampliado. A meta passa de 50% para 65% das escolas públicas e de 25% para metade dos estudantes da educação básica. O texto ainda fixa carga mínima de 7 horas diárias, o que não estava definido de forma clara no plano anterior.
O novo PNE incorpora temas que não tinham eixo próprio na lei de 2014. É o caso da educação digital, com previsão de universalizar internet de alta velocidade nas escolas públicas, e da qualidade da educação infantil, que passa a ter metas específicas.
Educação profissional e superior
Há ainda mudanças na educação profissional e superior. O plano substitui a meta de triplicar matrículas no ensino técnico por uma meta de atendimento a 50% dos alunos do ensino médio. No ensino superior, eleva o objetivo para alcançar 40% dos jovens de 18 a 24 anos na graduação.
Na parte estrutural, o texto amplia o detalhamento do plano. O número de metas e estratégias cresceu, e o modelo passa a prever monitoramento mais frequente e instrumentos de acompanhamento ao longo da execução.
O projeto foi enviado pelo Executivo ao Congresso em 2024, aprovado pela Câmara em 2025 e pelo Senado em março de 2026, sem mudanças relevantes no conteúdo.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-educacao/como-e-e-como-fica-a-educacao-com-o-novo-pne/