Antes de deixar a Fazenda, ministro também definiu nomes que integrarão equipe na disputa eleitoral
A campanha do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo em 2026 terá como base a mesma casa que foi usada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições em 2022. O imóvel fica no Pacaembu, na zona oeste da capital paulista.
A casa fica próxima ao histórico estádio que leva o mesmo nome do bairro. O imóvel pertenceu a Delfim Netto (1928-2024), ex-ministro da Fazenda de 1967 a 1974. A expectativa é que Haddad deixe o ministério na próxima semana.
Fachada do escritório que era de Delfim Netto, no bairro do Pacaembu, em São Paulo, quando foi utilizado como QG da campanha de Lula à Presidência em 2022
Antes disso, o ministro definiu parte da equipe que atuará em sua campanha ao Palácio dos Bandeirantes. O chefe da equipe econômica de Lula escolheu o marqueteiro Otávio Antunes, que esteve à frente da campanha presidencial em 2018.
Também terá o presidente do PT em São Paulo, deputado Kiko Celeguim, na coordenação. O deputado Jilmar Tatto (PT-SP) comandará a comunicação.
Haddad levará parte da equipe da Fazenda para sua campanha. O advogado Laio Correia Morais, que é chefe de gabinete do ministro, e a jornalista Ana Flávia Gussen, que está à frente da assessoria de comunicação social do ministério, estão entre os nomes que integrarão seu time em São Paulo.
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VAGAS DO SENADO
Há a chance de que as ministras Marina Silva (Meio Ambiente), da Rede, e Simone Tebet (Planejamento), do MDB, preencham as duas vagas ao Senado na chapa encabeçada por Haddad.
Tebet está no MDB há 29 anos e terá de sair do partido se quiser ser candidata no Estado de São Paulo. O PSB é a principal opção neste momento. Marina, por sua vez, recebeu convite para se filiar ao PT, mas não definiu se aceitará. Disse ter certeza que não será candidata a deputada.
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também é um nome cotado para integrar a chapa de Haddad ao Senado. Repetiriam a composição de 2022, quando o petista disputou o governo e o socialista, a Casa Alta.