Pesquisa do Sebrae indica que 97% das MPEs e 90% dos MEIs estavam em operação no último trimestre de 2025
O Brasil bateu recorde no número de CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas) ativos no último trimestre de 2025. Eram 23,9 milhões de pequenas empresas em funcionamento no período –alta de 9,7% em relação à mesma data de 2024, quando foi registrado o total de 21,8 milhões. Os dados são do Panorama Econômico dos Pequenos Negócios do Sebrae, baseado em informações da Receita Federal.
O ano passado teve a maior quantidade de CNPJs ativos da série histórica, iniciada no 4º trimestre de 2022, quando havia 20,7 milhões de pequenos negócios em atividade. A abertura dessas modalidades também foi recorde.
O Estado de São Paulo concentra a maioria dos pequenos negócios ativos, com 6,9 milhões (29% do total nacional), seguido por Minas Gerais, com 2,5 milhões (10,7%), e Rio de Janeiro, com 2 milhões (8,5%).
Embora a região Sudeste concentre a maior quantidade de pequenos negócios do país, os 2 maiores índices de densidade, ou seja, a relação de CNPJs ativos para cada 100 mil habitantes da população de idade ativa, estão na região Sul.
Ao final do 4º trimestre de 2025, Santa Catarina liderava o ranking nacional, com 19.482 pequenos negócios ativos a cada 100 mil habitantes. O Paraná conquistou a 2ª colocação, com 18.091 pequenos negócios por 100 mil habitantes.
As atividades do setor de serviços corresponderam a 13,1 milhões de empresas, 54,8% do total de pequenos negócios com CNPJ ativo em dezembro de 2025. O comércio ocupava 28,1% do total, seguido pela indústria e construção, com 8,8% e 7,6%, respectivamente.
Em unidades da Federação como Distrito Federal (62,7%), Rio de Janeiro (60,9%) e São Paulo (59,9%), os serviços concentram cerca de 60% ou mais dos pequenos negócios. Por outro lado, em Estados como Maranhão (41,2%), Piauí (43,1%), Amapá (43,3%), Pará (43,5%) e Acre (43,8%), a participação de serviços ficou abaixo de 45%, o que abriu espaço para o comércio.
13 MILHÕES DE MEIS
O Brasil tem atualmente 13,1 milhões de MEIs ativos. Um estudo da economista Bruna Alvarez Mirelli publicado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) indica que 53% desses CNPJs atuam na verdade como trabalhadores terceirizados, não como empreendedores. Essa seria a taxa de pejotização entre os microempreendedores. Eis a íntegra (PDF – 969 kB).
A pejotização é quando uma pessoa abre uma empresa e oferece serviços a outras empresas ou pessoas físicas mediante apresentação de nota fiscal.
“A formalização promovida pelo MEI, ao assegurar direitos previdenciários básicos e facilitar o acesso ao crédito e apoio às empresas, contribui diretamente para a redução da pobreza e da desigualdade social no Brasil. Trabalhadores que antes viviam à margem da economia agora têm chances reais de melhorar suas condições de vida, gerar renda de forma estável e contribuir para o desenvolvimento de suas comunidades.”, declarou Décio Lima, presidente do Sebrae.
A maior parte dos MEIs ativas está no setor de serviços (7,6 milhões). Em seguida vêm o comércio (3,1 milhões) e a indústria (1,3 milhão).
Na divisão por região, o Sudeste é a que concentra o maior número de MEIs. São 6,8 milhões no total. Em seguida vêm o Sul (2,5 milhões) e o Nordeste (2,1 milhões).
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/brasil-tem-recorde-de-cnpjs-ativos-de-pequenos-negocios/