Boletim divulgado nesta 5ª feira (26.mar) afirma que o ex-presidente deve deixar o hospital na 6ª feira (27.mar)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 71 anos, “deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março”, segundo o boletim médico divulgado nesta 5ª feira (26.mar.2026). Leia a íntegra (PDF – 158 kB).
O documento afirma que o ex-presidente “encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica”.
O boletim é assinado pelos médicos:
Claudio Birolini – cirurgião geral;
Leandro Echenique – cardiologista;
Brasil Caiado – cardiologista;
Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. – coordenador da UTI Geral;
Allisson B. Barcelos Borges – diretor-geral.
Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília (DF), desde 13 de março, quando deixou a prisão na Papudinha para ser atendido. Foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral.
O médico cardiologista Brasil Caiado já havia afirmado na 4ª feira (25.mar.2026) que o ex-presidente deve ter alta hospitalar na 6ª feira (27.mar). Ao deixar o hospital, vai cumprir prisão domiciliar por 90 dias, benefício concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
PRISÃO DOMICILIAR
Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro Alexandre de Moraes o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo, que tem apresentado intercorrências médicas sucessivas nos últimos meses, e a manifestação favorável da Procuradoria Geral da República.
A decisão, no entanto, tem caráter temporário de 90 dias contados a partir da sua alta hospitalar.
Moraes disse que, de acordo com a literatura médica, o tempo de recuperação total nos 2 pulmões de um idoso (o ex-presidente tem 71 anos) pode durar de 45 a 90 dias. “Após esse prazo, será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, disse o ministro. Leia a íntegra (PDF – 790 kB).
Moraes também determinou que:
tornozeleira eletrônica – Bolsonaro terá que usar tornozeleira eletrônica;
moradores da casa – Michelle, Laura Bolsonaro e Letícia Marianna Firmo da Silva (enteada de Bolsonaro) não precisam de autorização porque moram na mesma casa;
visitas dos filhos – Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro poderão visitar o pai “nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional”, ou seja, às quartas-feiras e aos sábados, das 8h às 11h, das 11h às 13h e das 14h às 16h;
demais visitas – todas que não forem de familiares diretos, advogados e médicos estão suspensas por 90 dias;
atendimento – médicos não precisarão pedir autorização para visita;
saúde de Bolsonaro – se necessário, o ex-presidente poderá ser internado sem necessidade de prévia decisão judicial se houver orientação médica;
uso de aparelhos – Bolsonaro não poderá usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa “diretamente ou por intermédio de terceiros”;
revista de visitantes – os celulares de quem for visitar o ex-presidente deverão ficar com os agentes policiais;
imagens e redes sociais – Bolsonaro não poderá usar redes sociais nem ter fotos e vídeos divulgados.
HISTÓRICO DE SAÚDE
Desde que foi esfaqueado durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora (MG), Bolsonaro passou por 14 cirurgias. Do total, 10 estão diretamente relacionadas a sequelas provocadas pelo ferimento abdominal e por complicações decorrentes de procedimentos posteriores.
O ex-presidente sofre com soluço refratário, ou crônico, que pode causar refluxo com entrada de substâncias na via respiratória, como aconteceu na madrugada de 13 de março. As 3 cirurgias mais recentes foram realizadas nos dias 25, 27 e 29 de dezembro de 2025.
No Natal, foi realizado o procedimento chamado herniorrafia inguinal bilateral, indicado para corrigir duas hérnias na região da virilha –uma do lado direito e outra do esquerdo.
A 2ª e a 3ª cirurgias foram realizadas para bloquear o nervo frênico, respectivamente o direito e o esquerdo, com o objetivo de reduzir os episódios de soluço.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-saude/bolsonaro-tera-24h-de-vigilancia-clinica-antes-de-alta/