Casal comunicou decisão ao presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes; imagens mostram encontros do ex-presidente com o bilionário
O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, e a ex-secretária de Estado, Hillary Clinton, anunciaram na 2ª feira (2.fev.2026) que vão depor na Câmara dos Representantes sobre o caso Jeffrey Epstein. A informação foi confirmada por Angel Ureña, um porta-voz do democrata.
“O ex-presidente e a ex-secretária de Estado estarão lá. Eles esperam estabelecer um precedente que se aplique a todos”, escreveu em seu perfil no X (ex-Twitter).
Segundo o jornal The New York Times, os advogados do casal enviaram um e-mail ao presidente do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, James Comer (Partido Republicano), para confirmar a decisão de depor.
Arquivos do caso revelados em dezembro de 2025 mostram fotos de Jeffrey Epstein ao lado de Bill Clinton. Em uma das imagens, o ex-presidente está em uma banheira de hidromassagem ao lado de uma pessoa com o rosto borrado. Em outra, está abraçado com o bilionário em um jantar. Não há informações sobre quando ou em que contexto os registros foram feitos.
Sobre as fotos, o porta-voz de Clinton disse que o ex-presidente rompeu relações com Epstein muito antes de seus crimes serem revelados.
CARTA
O casal Clinton divulgou em janeiro uma carta em que afirmam haver perseguição por parte do presidente do Comitê, James Comer.
“Apesar de tudo o que precisa ser feito para ajudar o país, o senhor está prestes a paralisar o Congresso para perseguir um processo raramente utilizado, literalmente projetado para resultar em nossa prisão. Este não é o caminho para tirar os EUA de seus males, e nós nos defenderemos vigorosamente”, disseram.
O casal não compareceu ao Comitê em 13 de janeiro depois de ser convocado. O Partido Republicano decidiu então iniciar um processo de “desacato ao Congresso”. É um mecanismo legal que pune quem se recusa a cumprir uma convocação para depoimento.
A decisão de depor divulgada na 2ª feira se dá dias antes de uma votação sobre o processo de desacato.