Sucessão planejada em empresas sustenta ciclos de expansão

Com mais de R$ 5 bi em projetos até 2030, a Cedro tem um novo presidente no Conselho de Administração, José Carlos Martins

A transição no comando da Cedro Participações marca uma nova fase na estratégia de crescimento da companhia. A mudança sucessória, que já vinha sendo planejada, ocorre em um momento de avanço dos planos de expansão da empresa, reforçando a continuidade de uma trajetória de crescimento e governança. Em julho, José Carlos Martins assumiu a presidência do Conselho de Administração, após atuar como conselheiro desde a fundação da empresa, em 2018.

Com experiência anterior em posições de liderança em algumas das maiores empresas do setor, dentre as quais Vale e CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), Martins dará seguimento a projetos estratégicos nas áreas de infraestrutura logística e mineração, que, segundo ele, representam o core dos negócios da companhia. A projeção é um investimento de ao menos R$ 5 bilhões até 2030, incluindo as instalações de um porto e de uma ferrovia. 

Conforme o executivo, a governança, a profissionalização e a disciplina financeira estabelecidas pela holding ao longo dos anos de existência são os elementos que permitem uma mudança de gestão que assegure a continuidade dos planos de expansão e a execução dos investimentos previstos. 

“Desde a sua criação, a Cedro conta com processos muito consistentes de profissionalização da gestão e, ao longo dos anos, se estruturou como uma empresa com governança sólida, com equipe qualificada e projetos em plena execução. Isso permite que a companhia siga expandindo de forma sustentável, apoiada na geração de caixa, na disciplina financeira e em uma estratégia clara de crescimento”, disse Martins, que sucederá a gestão de Lucas Kallas, fundador da companhia. 

Divulgação/Cedro Participações

José Carlos Martins foi consultor e conselheiro da Cedro Participações por anos, antes de assumir a presidência

Outro ponto relevante para a continuidade é que Martins acompanhou ao longo de anos as etapas do crescimento do grupo Cedro. Portanto, assume a presidência do conselho com conhecimento da estratégia, das operações e da cultura da companhia.

Além da mudança na presidência, a companhia incorpora mais 2 conselheiros à nova composição do colegiado. O objetivo é ampliar a variedade de perspectivas e reforçar o alinhamento às melhores práticas corporativas.

“Estamos estruturando a companhia para que tenha governança, transparência e controles compatíveis com os mais elevados padrões. A chegada de conselheiros independentes fortalece ainda mais esse modelo, ampliando a diversidade de experiências, a independência nas decisões estratégicas e a capacidade de avaliação dos riscos e das oportunidades do negócio”, disse o presidente.

Sustentabilidade do negócio

Com atuação nos segmentos de mineração, logística, agro e infraestrutura, a Cedro tem mais de 3.000 colaboradores diretos e mantém uma estratégia de expansão apoiada em governança e disciplina financeira. As demonstrações financeiras da companhia são acompanhadas por auditoria independente há mais de 5 anos, um fator que, segundo José Carlos Martins, contribui para dar segurança ao plano de crescimento.

“Em mineração, os investimentos são intensivos, os projetos têm ciclos longos de maturação e exigem elevado nível de planejamento, previsibilidade e responsabilidade financeira. Na Cedro, temos uma diretriz muito clara: crescer de forma sustentável, sem abrir mão da rentabilidade e da solidez financeira. Nossa expansão será financiada em grande parte por recursos próprios e por endividamento de longo prazo, sempre com muita responsabilidade.”

Conforme o presidente, o ponto central é manter a sustentabilidade financeira aliada a uma estratégia clara de expansão. “No nosso caso, essa transição não representa uma mudança de rumo, mas a continuidade de uma estratégia que vem sendo construída há anos”, disse o executivo.  

Ferrovia, porto e nova mina

Os planos de crescimento da Cedro estão voltados principalmente à ampliação da infraestrutura logística. Os 2 principais projetos são a ferrovia de curta distância de Serra Azul (MG), com 26,47 km e um aporte de R$ 1,5 bilhão, e o Porto do Meio, em Itaguaí (RJ), um terminal portuário na Baía de Sepetiba cuja implantação deve custar R$ 3,5 bilhões. Juntos, os empreendimentos somam R$ 5 bilhões. 

O novo ramal ferroviário vai escoar a produção de 5 empresas em Minas. Com o projeto, 2.000 caminhões devem deixar de circular nas rodovias, reduzindo a emissão de poluentes e aumentando a segurança viária.

Já o porto, cuja concessão do terminal foi arrematada em leilão na B3 no ano passado, deverá movimentar 15 milhões de toneladas de minério por ano quando ficar pronto. O terminal será uma alternativa para escoamento do produto não só da Cedro. 

“[O porto] será uma alternativa importante para exportação, tanto da produção da Cedro quanto de outras empresas. Isso fortalece a infraestrutura logística do país, amplia a competitividade da mineração brasileira no mercado internacional e cria empregos, renda e desenvolvimento regional”, afirmou José Carlos Martins. 

Leia o infográfico sobre os investimentos da Cedro.

Em outra ponta, a empresa planeja alcançar uma produção de 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano até a virada da década. A companhia começou em 2018 com uma operação única em Nova Lima (MG) e, agora, atua também em Mariana (MG), alcançando 7 milhões de toneladas anualmente e uma receita de R$ 2,5 bilhões.  

Nos planos de expansão da empresa estão duas novas minas. A 1ª a entrar em operação deve ser a de Dois Irmãos, em Barão de Cocais (MG). A 2ª será a mina de Itabirito (MG), onde também será construído o terminal ferroviário do Bação, com capacidade para o embarque de 14 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

A companhia também tem planos de ampliação das operações em Mariana por meio da construção de uma planta para extração de pellet feed. O insumo tem alto teor de ferro e menor emissão de carbono na produção de aço. Por isso, é conhecido como minério verde. O aporte previsto nos próximos anos é de US$ 700 mil (R$ 3,5 bilhões, conforme conversor do Banco Central no dia 30 de julho de 2026) para esse projeto específico.

“O pellet feed é um produto estratégico porque atende à crescente demanda mundial por matérias-primas de maior teor de ferro, essenciais para a produção de aço com menores emissões de carbono. Está no centro da nossa estratégia de expansão e posiciona a Cedro em um segmento de maior valor agregado e com forte perspectiva de crescimento  internacional”, afirmou José Carlos Martins.

Confiança externa 

A estratégia de governança e a profissionalização da gestão que dão segurança à execução de tais projetos são reconhecidas por avaliações independentes. A Cedro tem rating de crédito em escala nacional atribuído pela agência de classificação Fitch Ratings, assim como rating ESG (ambiental, social e governança, na sigla em inglês) concedido pela Sustainable Fitch. 

Um rating de crédito atribuído pela Fitch é uma nota ou classificação que avalia a capacidade e o risco de uma empresa pagar as dívidas financeiras. No caso do rating ESG, a avaliação mede o impacto ambiental, social e as boas práticas de governança de uma companhia. 

José Carlos Martins destaca que o cuidado com o ESG faz parte do DNA da empresa. Portanto, para além da avaliação do desempenho do rating, é um critério que permeia toda a operação da Cedro e uma marca de gestão.

“Sustentabilidade, para nós, vai além do produto. O projeto de Mariana [de pellet feed], por exemplo, foi concebido para ser uma referência em mineração moderna, utilizando inteligência artificial, automação, conectividade 5G, empilhamento a seco de rejeitos, que elimina a necessidade de barragens, e um sistema de correia transportadora encapsulada de 19 km que reduzirá o transporte rodoviário. Tudo isso reforça nosso compromisso com uma mineração mais segura, eficiente e ambientalmente responsável.”

Conforme a Cedro, a Fitch Ratings também está elaborando o rating em escala global da empresa, que se somará à classificação local e ampliará a visibilidade perante os investidores internacionais. 

Segundo José Carlos Martins, embora não seja uma companhia de capital aberto –ou seja, com ações listadas em bolsa– nem exista perspectiva de abertura no momento, a Cedro opera com os padrões de governança rigorosos exigidos para esse tipo de companhia. 

“Hoje, já contamos com comitê de riscos, rating de crédito nacional da Fitch Ratings e estamos trabalhando para obter também um rating global. Todo esse processo faz parte de uma preparação contínua para atender às melhores práticas de mercado. Embora uma abertura de capital não esteja nos planos neste momento, estamos estruturando a companhia para que tenha governança, transparência e controles compatíveis com os mais elevados padrões.”

A publicação deste conteúdo foi paga pela Cedro Participações. 

Fonte: https://www.poder360.com.br/conteudo-de-marca/sucessao-planejada-em-empresas-sustenta-ciclos-de-expansao/

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