Senador declara que Lula é analógico por não usar celular e o chama de cético em relação à inteligência artificial
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta 6ª feira (17.jul.2026) que a defesa de mulheres contra agressores é uma pauta prioritária da direita. A declaração foi dada em vídeo publicado em seu perfil no Instagram.
Segundo o pré-candidato, seu programa de governo focará na transformação digital como ferramenta de emancipação feminina. “Defender mulher de covarde, vagabundo e agressor é a pauta de direita, da nossa proposta de governo”, disse Flávio.
A proposta central, de acordo com ele, é garantir acesso à internet para pelo menos 70 milhões de mulheres. O objetivo é que a plataforma tecnológica sirva para que elas resolvam problemas cotidianos e alcancem a autonomia financeira.
Assista ao vídeo (2min9s):
Flávio chamou de “analógico” o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que o presidente não usa celular e demonstra ceticismo em relação à inteligência artificial. “Um presidente da República que acha que inteligência artificial só serve para manipular vídeos e fotos”, declarou.
Ele mencionou a parceria do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai, com a Starlink, do bilionário Elon Musk, para levar internet via satélite a locais remotos, como escolas e aldeias indígenas.
Para o futuro, ele disse que oferecerá “uma esteira de serviços que vão desde a proteção inicial e o encorajamento da mulher até a autonomia, o cuidado com a família, a prevenção à saúde, a segurança e o cuidado com idosos”.
VOTO FEMININO
O voto feminino é foco nas eleições de 2026. Levantamento do Poder360 mostrou que Lula aparece em vantagem sobre os adversários para a disputa presidencial principalmente porque tem amplo apoio entre as mulheres.
Pesquisas das maiores empresas do Brasil apontam Lula na liderança numérica em todos os levantamentos recentes. O segmento representa 52,8% do eleitorado e é peça-chave para a eleição.
Em 2022, Lula foi eleito com o apoio majoritário de mulheres, pobres, nordestinos e pessoas com escolaridade até o ensino fundamental, segundo indicaram as pesquisas de véspera do 2º turno. O petista foi o escolhido para o cargo pela 3ª vez com 50,9% dos votos válidos.