O petista Senival Moura foi preso em operação contra infiltração da facção no transporte de São Paulo
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), usou a prisão do vereador de São Paulo, Senival Moura (PT), para associar o Partido dos Trabalhadores ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que a prisão representa “mais um escândalo que liga um aliado histórico do PT a um esquema milionário”.
Assista (1min23s):
O senador também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalhou para proteger o PCC e o CV (Comando Vermelho). Segundo Flávio, ele próprio defendeu que os Estados Unidos classificassem as duas facções como organizações terroristas.
A operação Última Parada, deflagrada pelo MPSP (Ministério Público de São Paulo) na 5ª feira (25.jun.2026), prendeu Senival Moura sob suspeita de lavar dinheiro do crime organizado por meio da empresa de ônibus Transunião.
Ao todo, foram cumpridos 5 mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão em 13 cidades de São Paulo e Minas Gerais. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 194 milhões em bens.
Outro lado
O Poder360 questionou o PT sobre as falas proferidas por Flávio Bolsonaro, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.