O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou nesta 6ª feira (26.jun.2026) que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, viaje à Venezuela na próxima semana para discutir como o Brasil poderá ajudar o país depois de 2 terremotos que atingiram o território venezuelano nesta semana. Segundo Lula, o desastre deixou 589 mortos e 2.850 feridos.
O anúncio foi feito durante a cerimônia de lançamento ao mar da fragata “Cunha Moreira”, em Itajaí (SC), terceiro navio da Classe Tamandaré da Marinha. Antes de iniciar o discurso, o presidente pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.
Assista (2min14s):
“Eu queria começar essa minha fala pedindo a todos que estão aqui que, de pé, a gente fizesse um minuto de silêncio pelas 589 pessoas que já morreram na Venezuela e 2.850 feridos. E queria, Zé Múcio, determinar que, na semana que vem, você fosse à Venezuela para discutir o que a nossa defesa pode fazer de ajuda ao povo da Venezuela”, afirmou.
Lula não detalhou quais medidas de ajuda humanitária poderão ser oferecidas nem informou a data da viagem de Múcio. No restante do discurso, defendeu o aumento dos investimentos em defesa, a elaboração de um projeto estratégico para as Forças Armadas e a renovação de equipamentos militares.
Ao defender mais recursos para a área, o presidente afirmou que o Brasil precisa estar preparado para responder a crises internacionais, embora tenha ressaltado que o país não busca conflitos.
“Nós não queremos brigas com ninguém, não queremos invadir ninguém, não queremos guerra com ninguém, mas estaremos preparados para defender os nossos 8 milhões e meio de quilômetros quadrados e 215 milhões de habitantes”, declarou.
Lula também relacionou o fortalecimento da estrutura de defesa ao cenário geopolítico atual.
“Está cheio de malucos no mundo. Agora mesmo o presidente americano quer tomar a Groenlândia; o Canadá, que vai virar Estado dele, quer tomar o Canal do Panamá. […] Eu não quero guerra. Mas eu também não quero ser pego de surpresa”, disse.
Durante a cerimônia, o presidente afirmou ainda que pretende incluir a defesa nacional entre as prioridades de seu programa de governo.
“Pela primeira vez eu vou colocar a questão da defesa nacional num programa de governo, para a gente poder assumir compromisso público com que tipo de defesa a gente vai querer nesse país”, afirmou.