Justiça da Colômbia proíbe candidato de usar camisa da seleção

Abelardo de la Espriella não poderá mais usar uniforme de futebol como “símbolo” do seu partido; advogado disputa Presidência no 2º turno

A Justiça da Colômbia proibiu o candidato à Presidência Abelardo de la Espriella (Defensores de La Patria, direita) de usar o uniforme da seleção nacional em atos relacionados à sua campanha eleitoral. O advogado e empresário de 47 anos disputa o 2º turno das eleições presidenciais colombianas com o senador Iván Cepeda (Pacto Histórico, esquerda).

A decisão da juíza Aura Luz Forero impede que Espriella utilize a camisa da seleção colombiana “como símbolo identificador de seu partido político, de sua campanha ou de sua imagem pessoal em espaços públicos ou em qualquer meio”, incluindo redes sociais e entrevistas a veículos de comunicação. A proibição vale a partir desta 5ª feira (4.jun.2026).

A medida atende a reclamações da esquerda, liderada no 2º turno por Cepeda, herdeiro político do atual presidente, Gustavo Petro (Colômbia Humana, esquerda). O adversário de Espriella o acusa de “roubar” o símbolo e de se apropriar do uniforme da seleção, sobretudo às vésperas do início da Copa do Mundo. 

Segundo a juíza, o uso do uniforme “cria uma identificação da seleção com uma candidatura específica e compromete a neutralidade dos símbolos nacionais”, e o transforma em “um símbolo diferente daquele para o qual foi criado e desenhado”.

O candidato vinha usando a camiseta da seleção em eventos eleitorais desde o 1º turno, prática popularizada pela direita no Brasil durante as manifestações de 2013 e amplamente usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu grupo político. 

Espriella foi o candidato mais votado no 1º turno da Colômbia e lidera as pesquisas de intenção de voto no 2º turno, que será realizado em 21 de junho. Sem nunca ter concorrido a cargos eletivos antes, baseia seu discurso em forte admiração por líderes como Donald Trump (Partido Republicano), nos Estados Unidos, Nayib Bukele (Nuevas Ideas, direita), em El Salvador, e Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), na Argentina.

O advogado é conhecido como “El Tigre” entre seus apoiadores e usa uma saudação militar como símbolo em eventos, comícios eleitorais e nas redes sociais.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-internacional/justica-da-colombia-proibe-candidato-de-usar-camisa-da-selecao/

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