Os repasses, voltados à manutenção do escritório de apoio à atividade parlamentar, variaram de R$ 7.363,59 a R$ 15.400 por mês
O gabinete do deputado federal Mario Frias (PL-SP) destinou R$ 154 mil da cota parlamentar para a Complexsys Soluções Integradas Ltda. de setembro de 2024 a abril de 2026. A empresa é citada em investigação policial contra Karina Gama, presidente do ICB (Instituto Conhecer Brasil) e sócia da produtora do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro (PL).
Os repasses, voltados à manutenção do escritório de apoio à atividade parlamentar, variaram de R$ 7.363,59 a R$ 15.400 por mês. A Complexsys presta serviços de tecnologia, inteligência artificial e análise de dados. Antes dessas transferências, o gabinete pagava ao menos R$ 6.800 mensais à Gtrend Ltda., firma de Wemerson Marinho da Gama, ex-marido de Karina Gama.
INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apuram suspeitas de irregularidades e desvios de recursos em contrato milionário de wi-fi com a Prefeitura de São Paulo. O ICB, de Karina Gama, contratou a Complexsys para prestar serviços à gestão municipal do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Os investigadores analisam pagamentos e documentos para comprovar a instalação das redes de internet em comunidades da capital paulista. Entre as provas, há uma nota fiscal de R$ 2 milhões emitida pela Complexsys em novembro de 2025 para serviços de verificação e reparo técnico de equipamentos.
A nota consta como cancelada no sistema oficial, mas foi incluída pelo instituto na prestação de contas entregue à prefeitura em fevereiro de 2026.
ICB E MARIO FRIAS
O ICB usou recursos de uma emenda parlamentar de R$ 1 milhão destinada por Mario Frias para contratar o advogado pessoal do congressista e comprar material didático que não foi entregue ao projeto Jovem Empreendedor em Pirassununga (SP), segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
A emenda foi indicada por Frias em 2024 para financiar a iniciativa de letramento digital e empreendedorismo em escolas públicas. O convênio entre o instituto e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi assinado em dezembro daquele ano e teve vigência até janeiro de 2026.
O Poder360 procurou Mario Frias e Karina Gama por meio de mensagem enviada na 2ª feira (1º.jun.2026) via WhatsApp, e com a Complexsys via telefone, nesta 3ª feira (2.jun) para pedir um posicionamento sobre as investigações. Até o momento da publicação, não houve resposta. Este jornal digital também tentou contato com a Gtrend Ltda, de Wemerson Marinho, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido para informar sobre o conteúdo desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.