Advogada disse em audiência que valores em conta são honorários; MP-SP defende continuidade da prisão preventiva
A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra afirmou nesta 6ª feira (22.mai.2026) que sua prisão foi realizada no “exercício da profissão”. Em audiência de custódia perante o juiz Djalma Moreira Gomes, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), ela declarou que valores recebidos em sua conta bancária em 2019 e 2020 são provenientes de honorários advocatícios.
Assista ao vídeo (45s):
“Excelência, eu fui presa no exercício da profissão. À época dos fatos eu advogava. É um processo bem antigo, de 2019, 2020. Eu quero deixar bem claro, mesmo sabendo que aqui não se trata de mérito, que eu fui presa por estar advogando”, disse Deolane.
Além disso, a advogada disse que a quantia de R$ 24 mil depositada em sua conta foi realizada por um cliente que consta no próprio relatório da justiça.
Deolane negou irregularidades no ato da prisão, mas contestou a apreensão de objetos pessoais. A defesa da influenciadora anexou receitas médicas ao processo sob a justificativa de problemas psicológicos.
O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) solicitou a homologação da prisão preventiva. Para a Promotoria, a audiência de custódia não é o foro para rediscutir os fundamentos da detenção.
OPERAÇÃO VÉRNIX
A advogada foi presa na 5ª feira (21.mai) na Operação Vérnix. A força-tarefa do MP-SP e da Polícia Civil investiga lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio de uma transportadora de fachada.
A operação também investiga Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, além de familiares e operadores financeiros da facção.
INTERPOL E BUSCAS
Deolane retornou da Itália na 4ª feira (20.mai.2026). O nome da advogada constava na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em imóveis ligados a ela em Barueri (SP).