Governo intervém, mas diesel é 16,7% mais caro que no pré-guerra

Preço cai há 5 semanas com subsídios, mas alta do petróleo limita efeito; novo decreto tenta assegurar repasse nas bombas

As medidas adotadas pelo governo federal reduzem o preço do diesel nas bombas, mas o combustível não retorna ao patamar anterior à guerra no Irã.

O valor médio de revenda acumula queda por 5 semanas consecutivas, mas permanece 16,7% acima do nível pré-conflito. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

O preço do diesel iniciou a alta depois do começo da guerra, em 28 de fevereiro de 2026. O combustível atingiu o pico na semana de 5 de abril de 2026, a R$ 7,48 por litro. Antes do conflito, o valor era de R$ 6,18.

A redução de preço começou com a ampliação das subvenções governamentais em 6 de abril de 2026. O valor caiu por 5 semanas, atingindo R$ 7,19 na semana de 10 de maio de 2026. A redução, contudo, não anulou a alta acumulada.

A alta do petróleo no mercado internacional pressiona o preço do diesel. O barril tipo Brent custava US$ 70,89 antes da guerra. O valor chegou a US$ 119,50 em 9 de março de 2026 e operava perto de US$ 109 na 6ª feira (15.mai.2026).

MEDIDAS DO GOVERNO 

O governo realizou 3 intervenções desde o início da guerra para mitigar o impacto nas bombas:

12.mar.2026 – baixou o decreto 12.875 para zerar o PIS/Cofins sobre importação e comercialização do diesel. Também emitiu a MP 1.340 com a 1ª subvenção, de R$ 0,32 por litro;
6.abr.2026 – publicou publicou a MP 1.349, com novas subvenções de R$ 1,20 por litro ao diesel importado e de R$ 0,80 ao nacional. O repasse soma-se ao 1º, podendo alcançar R$ 1,52 a importadores e R$ 1,12 a produtores;
13.mai.2026 – anunciou nova subvenção de R$ 0,35, equivalente à isenção de PIS/Cofins de março. A regra vale a partir de 31 de maio de 2026, quando a MP 1.340 perde a validade. A medida funciona como devolução de valores: o imposto pago pelo importador ou produtor retorna como subvenção, mantendo a isenção tributária.

EFICÁCIA DAS INICIATIVAS

A eficácia das ações se tornou uma preocupação do governo. Na 5ª feira (14.mai.2026), o Executivo publicou decreto para reforçar a fiscalização e assegurar que o desconto chegue aos postos.

As distribuidoras devem assumir a obrigação formal de repassar o benefício e assinar declaração na compra do combustível.

Atualmente, produtores e importadores vendem o diesel às distribuidoras, que o repassam aos postos. O decreto assegura que o desconto da origem atinja a revenda final.

O texto obriga as empresas a calcular o benefício e registrar nas notas fiscais o desconto repassado. A ANP receberá os dados periodicamente e aplicará sanções em caso de descumprimento.

Os produtores e importadores também precisarão discriminar o valor do benefício nas notas emitidas às distribuidoras.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-energia/governo-intervem-mas-diesel-e-167-mais-caro-que-no-pre-guerra/

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