Deputado diz que “não há um único centavo” do ex-banqueiro em “Dark Horse”
O produtor-executivo do filme “Dark Horse”, o deputado federal Mario Frias (PL-SP), negou que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, tenha colocado dinheiro na produção sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A declaração foi dada depois de reportagem do Intercept Brasil mostrar repasses ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a uma empresa que financiou o longa.
“Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”, declarou Frias. “E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido”.
Segundo o produtor, Flávio não tem sociedade no filme nem na produtora. Frias disse que o papel do senador se limitou à cessão dos direitos de imagem da família Bolsonaro e ao uso de seu sobrenome para atrair investidores.
“Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte —o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio”, afirmou.
O caso ganhou força depois de vir à tona um áudio em que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro. O senador confirmou o pedido, mas declarou se tratar de uma relação privada. Também foi revelado que o Banco Master pagou R$ 2,3 milhões a uma empresa que financiou “Dark Horse”. Outro relato mostrou que Vorcaro teria pago R$ 61 milhões a Flávio para bancar o filme de Bolsonaro.
Frias declarou que a produção tem 100% de capital privado e classificou o longa como uma “superprodução em padrão hollywoodiano”. Segundo ele, o projeto será lançado nos próximos meses e tem “ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional”.
O ex-ministro também disse que o filme é alvo de ataques desde o anúncio. Para ele, há uma tentativa de descredibilizar a obra diante da opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual.
“Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas”, declarou.
Frias também citou sua passagem pela Secretaria Especial da Cultura. “Geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir”, afirmou.
Leia a íntegra do comunicado de Mario Frias:
“Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço:
1. O senador Flávio Bolsonaro não tem qualquer sociedade no filme ou na produtora. Seu papel limitou-se à cessão dos direitos de imagem da família e, naturalmente, ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores interessados em financiar um projeto desse porte — o que é legítimo, esperado e não configura, em si, nada além do óbvio.
2. Como já esclareceu a produtora GOUP Entertainment, não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido. E, na época, não havia qualquer suspeita a ele e seu banco.
3. Dark Horse é uma superprodução em padrão hollywoodiano, com 100% de capital privado, ator de primeira linha, além de diretor e roteirista de renome internacional — com qualidade inédita para retratar o maior líder político brasileiro do século XXI. O projeto é real, será lançado nos próximos meses e, para quem investiu, será um negócio bem-sucedido.
4. Desde o anúncio do projeto, Dark Horse vem sendo alvo reiterado de ataques direcionados não apenas à produção do filme, mas também à sua própria viabilidade e futura exibição. Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual, muitas vezes por motivações claramente políticas e ideológicas. Ainda assim, o projeto segue firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional.
5. Por fim, um lembrete pessoal: geri bilhões da Lei Rouanet à frente da Secretaria Especial da Cultura e saí do governo com as mãos limpas. Quem não se enriqueceu com bilhões certamente não iria se sujar pelos R$ 2 milhões que a imprensa agora tenta atribuir.
Deputado Federal Mário Frias
Produtor Executivo”
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-cultura/mario-frias-nega-verba-de-vorcaro-em-filme-de-bolsonaro/