Presidente sancionou lei do Dia Nacional de Memória às vítimas e cobrou responsabilização penal da gestão federal durante a pandemia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) é um “fujão que está nos Estados Unidos tentando pregar um golpe contra o Brasil”. A declaração foi feita nesta 2ª feira (11.mai.2026), durante a sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.
Lula afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) demonstrava “ignorância absoluta” sobre a pandemia e deveria ter ouvido especialistas da área da saúde.
A declaração de Lula faz referência à permanência do congressista nos Estados Unidos desde o julgamento dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023. Eduardo deixou o Brasil em 2025 e não retornou ao país mesmo depois de ser convocado pela Câmara dos Deputados.
A declaração foi feita no momento em que Lula reproduziu uma fala de Jair Bolsonaro de dezembro de 2020 —dada em entrevista ao canal do YouTube do próprio Eduardo—, na qual o então presidente minimizava a pandemia e questionava a pressa pela vacina.
Lula cobrou a responsabilização pública dos envolvidos na gestão da crise sanitária. Disse que, sem nomear os culpados, eles cairão no esquecimento e poderão circular pelas ruas como se nada tivessem feito. Citou médicos que receitavam cloroquina, religiosos que difundiam informações falsas sobre vacinas e os próprios ex-ministros da Saúde de Bolsonaro.
O presidente afirmou que sempre pediu ao ministro Alexandre Padilha (PT) que entidades médicas abrissem processo por crime contra a humanidade contra Bolsonaro e os ex-ministros da Saúde. “Não podemos deixar passar, senão cai no esquecimento”, declarou.
A lei sancionada estabelece o dia 12 de março como data oficial de homenagem às vítimas. A data marca o registro da primeira morte por covid no Brasil, que acumula mais de 716 mil mortes pela doença.
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