Gladson Camelí foi sentenciado por decisão unânime a regime inicial fechado; cabe recurso da decisão
O ex-governador do Acre, Gladson Camelí (PP), foi condenado nesta 4ª feira (6.mai.2026) a 25 anos e 9 meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação. A condenação foi feita pela Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
A relatora do caso é a ministra Nancy Adrighi, que acolheu a denúncia da Procuradoria-geral da República. A prisão será inicialmente em regime fechado. Camelí também terá de pagar multa e indenização no valor de R$ 11,7 milhões. A pena ainda não começa a ser cumprida, pois cabe recurso da decisão.
Em maio de 2024, o STJ aceitou a denúncia da Procuradoria-geral da República contra Camelí. Segundo a PGR, Camelí é o líder de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro no Estado. Apesar da denúncia aceita, o pedido de afastamento do cargo foi rejeitado.
A PGR indicou que o ex-governador operou por meio da contratação de uma construtora ligada a seu irmão. O esquema desviou R$ 11,7 milhões e foi investigado pela Polícia Federal na Operação Ptolomeu. Em depoimento prestado em 5 de novembro de 2024, Camelí negou as acusações.
O ex-governador deixou o cargo em março de 2026 depois de anunciar sua renúncia para disputar uma vaga do Senado. Ele foi substituído pela vice-governadora Mailza Assis (PP).
vai recorrer
Em publicação na sua conta oficial do Instagram, o ex-governador disse que irá recorrer da decisão:
“Recebi com serenidade e absoluto respeito o resultado da votação realizada na tarde desta quarta-feira, dia 6, no Superior Tribunal de Justiça. Compreendo o rito jurídico da Corte e é com base nesse respeito que, no exercício democrático do direito, recorrerei da decisão à instância superior — o Supremo Tribunal Federal —, prerrogativa que me é assegurada pela legislação brasileira em vigor. Ressalto que essa etapa no STJ não altera de forma alguma, a minha confiança no resultado final da Justiça, apenas renova a minha disposição em representar os acreanos. O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, escreveu o ex-governador.