Levantamento da Universidade de Oxford e Gallup avaliou 147 nações; Brasil está em 32º lugar no ranking
O World Happiness Report de 2026 classificou a Finlândia como o país mais feliz do mundo pelo 9º ano seguido. Atrás de países nórdicos, a Costa Rica alcançou a 4ª posição –classificação mais alta já registrada por um país latino-americano no histórico do relatório.
O levantamento busca medir se as pessoas estão satisfeitas com o andamento de suas vidas. Os pesquisadores identificaram 6 fatores principais para explicar as diferenças nas pontuações entre os países:
PIB per capita;
apoio social;
expectativa de vida saudável;
liberdade para fazer escolhas de vida;
generosidade;
percepções sobre corrupção.
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Oxford em parceria com a Gallup e avaliou 147 países. Os entrevistados classificaram suas vidas em uma escala de 0 a 10.
O número zero representa a pior situação possível. O número 10 indica a melhor situação possível.
Na Finlândia e demais países nórdicos, o alto nível de confiança entre os cidadãos e nas instituições públicas contribui para a avaliação. Cerca de 93,4% dos entrevistados se sentem amparados socialmente.
A Finlândia tem feito avanços ambientais significativos, o que contribui para a melhora na percepção de qualidade de vida. Em abril de 2025, fechou a última usina de energia e calor a carvão ativa do país. Além disso, para a população do país, a corrupção é baixa e o governo é visto como eficiente e transparente.
BRASIL E AMÉRICA LATINA
O cenário da Finlândia contrasta com o brasileiro.
No Brasil, 75,8% das pessoas têm percepção de um cenário de corrupção. O país está em 67º na lista nesse quesito.
O Brasil é o 5º país mais feliz entre aquelas da América Latina e do Caribe. Fica atrás de Uruguai, Belize, México e Costa Rica.
Na outra ponta da tabela, a Venezuela é o menos feliz da região.
Além de avaliar questões sociais, a pesquisa avalia fatores de benevolência, o que influencia no resultado final.
No caso do Brasil, foi observado que, em 2025:
23% fizeram uma doação;
20,3% fizeram algum trabalho voluntário;
57,4% ajudaram um estranho.