Formado pela Caltech, engenheiro de 31 anos doou para a campanha da Kamala Harris em 2024
Cole Allen, 31 anos, foi detido por agentes do Serviço Secreto ao tentar invadir o jantar do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), com autoridades, convidados e jornalistas no sábado (25.abr.2026). O evento foi cancelado depois que tiros foram disparados na parte de fora do salão onde era realizado o evento. Um oficial foi ferido, mas sem gravidade.
O atirador, que mora na cidade de Torrance, na Califórnia, doou para a campanha da então candidata e vice-presidente Kamala Harris (Partido Democrata), em outubro de 2024. Registros da Comissão Eleitoral Federal indicam que ele doou US$ 25 (cerca de R$ 125) para o ActBlue, comitê de ação política que arrecada fundos para democratas.
Veja o registro da doação do atirador para a campanha de Kamala:
No registro de doação, Allen indicou que morava em uma casa em uma avenida de Torrance, a cerca de 35 km de Los Angeles.
Veja abaixo a fachada do imóvel localizado no endereço fornecido por ele:
Reprodução/Google Street View
Eis o que se sabe até o momento sobre Cole Allen:
perfil – Cole Tomas Allen tem 31 anos e morava em Torrance, na Califórnia;
estudos – é formado em engenharia pela prestigiada Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia). Em 2025, concluiu mestrado em ciências da computação na California State University, Dominguez Hills;
trabalho – segundo um perfil no LinkedIn que está sendo atribuído a Allen, ele trabalhava desde março de 2020 como professor em meio período na C2 Education –a empresa é especializada em preparação para exames universitários e orientação para ingresso em faculdades, incluindo preparação para os SATs (exame usado para aprovação em universidades dos Estados Unidos), como os cursinhos pré-vestibulares no Brasil;
ligações políticas – não há registros de que ele seja filiado a um partido. Documentos da Comissão Eleitoral Federal indicam, no entanto, que ele doou US$ 25 (cerca de R$ 125) para o ActBlue, comitê de ação política que arrecada fundos para democratas. O dinheiro foi destinado para a campanha de Kamala Harris, em outubro de 2024 (leia o registro da doação acima);
motivações do ataque – Allen enviou um texto para algumas pessoas antes de atacar o jantar. Disse seu alvo eram integrantes do governo Trump;
treinamento com armas – de acordo com a Fox News, Allen treinava regularmente em um estande de tiro. No sábado (25.abr), ele foi detido com duas armas de fogo e facas. Falava constantemente sobre fazer “algo” para resolver os problemas do mundo. Também participou de um ato “No Kings” na Califórnia, que protestava contra a administração Trump;
manifesto – Allen escreveu que pretendia matar autoridades do governo Trump. Seus principais alvos eram as autoridades da administração republicana, com exceção do diretor do FBI (Federal Bureau of Investigation), Kash Patel. Leia a íntegra aqui.
Um vídeo antigo, de 2017, também passou a circular nas redes sociais depois do ataque ao jantar de Trump. Trata-se de um trecho de uma reportagem da emissora ABC News, em que Cole Allen fala sobre um projeto de freio de emergência que estava desenvolvendo para cadeiras de rodas.
Assista ao vídeo (39s):
🎥#vídeo Vídeo de 2017 mostra atirador de jantar de Trump
📷 Nas imagens de reportagem da emissora “ABC News” (@ABC), Cole Allen apresenta projeto de um freio de emergência que estava desenvolvendo para cadeiras de rodas.
👇 Assista ao vídeo: pic.twitter.com/5hSAFB7YnA
— Poder360 (@Poder360) April 26, 2026
ATAQUE AO JANTAR DE TRUMP
Leia abaixo o que se sabe até agora:
o que houve – um homem armado furou a barreira de segurança durante um evento com Trump, o Serviço Secreto reagiu e tiros foram disparados;
o que era o evento – o tradicional jantar com os jornalistas setoristas na Casa Branca, realizado em 25 de abril de 2026 no Washington Hilton Hotel, na capital dos EUA, com o republicano, o 1º escalão do governo Trump, profissionais da mídia e convidados;
Trump escoltado – assim que os tiros foram ouvidos, o Serviço Secreto retirou o republicano às pressas do jantar;
quem é o suspeito – Cole Allen tem 31 anos, é engenheiro formado pela Caltech e morava na Califórnia. Ele portava duas armas de fogo e várias facas no momento em que foi imobilizado pelo Serviço Secreto. Está sob a custódia das autoridades;
“lobo solitário” – após o ataque, Trump falou a jornalistas e disse acreditar que Cole Allen agiu sozinho –ele também postou uma foto do homem em seu perfil nas redes sociais;
feridos no ataque – Trump afirmou que ele, a primeira-dama Melania, o vice-presidente JD Vance e os demais integrantes do governo que estavam no jantar estão bem, mas que um agente do Serviço Secreto foi baleado. Disse ter conversado com o oficial, que está bem e vestia um colete à prova de balas.
ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS
O jantar de sábado (25.abr) entre jornalistas e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi organizado pela WHCA (“White House Correspondents Association”). A forma mais correta de traduzir o nome dessa entidade privada é “Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca”.
A WHCA foi criada por jornalistas em 25 de fevereiro de 1914, como resposta a uma declaração do então presidente dos EUA, Woodrow Wilson, que em 1913 disse que poderia acabar com a tradição de participar de entrevistas para jornalistas, pois “certos jornais vespertinos” (sem dizer quais) estariam publicando frases que ele considerava ter dado de forma reservada.
O 1º jantar anual da WHCA foi realizado em 7 de maio de 1921 no Arlington Hotel, na esquina da avenida Vermont com a rua L, em Washington. O então presidente dos EUA, Warren G. Harding, não foi ao evento. O 1º presidente norte-americano a participar do jantar foi Calvin Coolidge, em 1924.
Ao longo dos anos, o jantar se tornou uma tradição do mundo político norte-americano, na capital do país. O local muda de tempos em tempos. É sempre uma oportunidade para o presidente do país falar de maneira mais descontraída, ouvir e contar piadas.
Essas oportunidades são vistas como uma celebração da liberdade de expressão, um dos direitos mais populares no país e consagrado em 1791 pela 1ª emenda à Constituição dos EUA, que impede o Congresso de criar leis que limitem a liberdade de expressão, imprensa, reunião, religião e petição ao governo.