Sírios, marroquinos e albaneses foram os mais beneficiados; Brasil aparece como o 10º país de origem mais comum
Quase 1,2 milhão de pessoas adquiriram em 2024 a cidadania do país da União Europeia onde residiam, segundo dados divulgados em 27 de março pelo instituto de estatísticas Eurostat. Isso representa um aumento de 11,6% –122.700 pessoas a mais– em comparação com 2023. O número de cidadanias concedidas também aumentou 54,5% em relação a 2014, quando foram atribuídas 762.100.
De acordo com o Eurostat, 88% das pessoas que receberam a cidadania europeia em 2024 eram de países que não pertencem ao bloco europeu –que reúne 27 nações–, enquanto os cidadãos de outros países da UE representavam 10,6%.
A maioria dessas novas cidadanias foi concedida pelos seguintes países:
Alemanha – 288.700 pessoas, sendo 24,5% do total da UE;
Espanha – 252.500 pessoas, que representam 21,4%;
Itália – 217.400 pessoas, somando 18,5%.
Em 2024, assim como no ano anterior, os cidadãos sírios constituíram o maior grupo de novos cidadãos da UE, com 110.100 novas cidadanias concedidas. Os cidadãos marroquinos foram o 2º maior grupo, com 97.100 cidadanias concedidas, seguidos pelos albaneses, com 48.000.
O Brasil aparece como 10º país de origem de quem mais obteve a cidadania de um país da UE, com quase 30.000 aquisições. Esse número representa um aumento de 4% em relação a 2023. Os que mais beneficiaram brasileiros foram a Itália (36,8%), Portugal (23,9%) e a Espanha (17,7%).
Os dados do Eurostat consideram só as nacionalidades obtidas por quem morava no bloco –portanto, excluem aquelas obtidas por meio de consulado ou por via judicial de quem reside no Brasil.
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