Presidente cita candidaturas e afirma ser possível consertar o cenário de “degradação de algumas instituições”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta 3ª feira (31.mar.2026) que os ministros que estão de saída do governo para disputar as eleições precisam mudar a “promiscuidade” na política. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial no Palácio do Planalto com a atual formação da Esplanada.
“Chegamos hoje a uma situação de degradação de algumas instituições. É possível consertar isso? É. Como? Através da política. Há necessidade de vocês saírem candidatos. É possível mudar. Se a gente convencer o povo de que ele, e somente ele, pode mudar o quadro político”, afirmou o presidente na reunião.
Lula disse que, apesar de haver políticos sérios, “a política virou um negócio”.
Assista (2min56s):
O presidente reuniu seus ministros para uma última reunião ministerial com o atual desenho da Esplanada. Participaram também alguns dos substitutos que devem seguir até o final do ano.
Ao todo, 20 integrantes deixarão os cargos para atividades relacionadas ao pleito de outubro. É um recorde que supera o do próprio Lula: no 1º mandato, em 2006, 14 ministros saíram para concorrer. Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) teve 8 saídas.
O prazo de desincompatibilização termina no sábado (4.abr). A estratégia do Planalto é substituir os ministros de saída por seus secretários-executivos: perfis mais técnicos e com menor custo político. O modelo já foi aplicado na Fazenda, onde Dario Durigan assumiu o lugar de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo.
Assista à reunião ministerial:
Eis os presentes na reunião ministerial desta 3ª feira (31.mar.2026):
Alexandre Padilha (ministro da Saúde);
Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia);
Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial);
André de Paula (ministro da Pesca e Aquicultura);
André Fufuca (ministro do Esporte);
Bruno Moretti (secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República);
Camilo Santana (ministro da Educação);
Carlos Fávaro (ministro da Agricultura e Pecuária);
Celso Amorim (assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República);
Dario Durigan (ministro da Fazenda);
Eloy Terena (secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas);
Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos);
Fernanda Machiaveli (secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Frederico de Siqueira Filho (ministro das Comunicações);
General Marcos Antonio Amaro dos Santos (ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República);
George Santoro (secretário-executivo do Ministério dos Transportes);
Geraldo Alckmin (vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços);
Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República);
Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República);
Gustavo Feliciano (ministro do Turismo);
Jader Filho (ministro das Cidades);
Jaques Wagner (líder do Governo no Senado Federal);
Janine Mello dos Santos (secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania);
João Paulo Ribeiro Capobianco (secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima);
Jorge Messias (advogado-geral da União);
José Múcio (ministro da Defesa);
Leonardo Barchini (secretário-executivo do Ministério da Educação);
Luciana Santos (ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação);
Luiz Marinho (ministro do Trabalho e Emprego);
Macaé Evaristo (ministra dos Direitos Humanos e Cidadania);
Margareth Menezes (ministra da Cultura);
Maria Laura da Rocha (ministra substituta das Relações Exteriores);
Marina Silva (ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima);
Márcia Lopes (ministra das Mulheres);
Márcio França (ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte);
Miriam Belchior (secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República);
Paulo Henrique Cordeiro Perna (secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte);
Paulo Teixeira (ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Rachel Barros de Oliveira (secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial);
Renan Filho (ministro dos Transportes);
Rivetla Edipo Araujo Cruz (secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura);
Rui Costa (ministro da Casa Civil);
Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República);
Silvio Costa Filho (ministro de Portos e Aeroportos);
Simone Tebet (ministra do Planejamento e Orçamento);
Sônia Guajajara (ministra dos Povos Indígenas);
Tomé Barros Monteiro da Franca (secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos);
Vinícius de Carvalho (ministro da Controladoria-Geral da União);
Waldez Góes (ministro de Integração e do Desenvolvimento Regional);
Wellington César (ministro da Justiça e Segurança Pública);
Wellington Dias (ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome);
Wolney Queiroz (ministro da Previdência Social).
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