Lula diz que ao menos 18 ministros vão deixar seus cargos

Presidente cita debandada em reunião e indica novas saídas até prazo eleitoral desta semana no governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 3ª feira (31.mar.2026) que ao menos 14 ministros deixarão o governo a partir de hoje para disputar as eleições. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. “Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo a partir de hoje (…) e depois quem sabe mais uns 4 até 5ª feira à noite”, disse.

Lula indicou que novas saídas ainda podem ocorrer até o prazo de desincompatibilização, que termina no sábado (4.abr). Em sua fala, citou o vice-presidente Geraldo Alckmin (Indústria), Simone Tebet (Planejamento) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas) como ministros que devem sair. Ao tomar posse, o presidente aumentou o número de ministérios de 23 para 38. Hoje, o país tem 38 ministérios.

O chefe do Executivo voltou a dizer que não criará obstáculos para ministros que desejem disputar cargos eletivos. “Eu não criaria objeção para que ninguém que quisesse ser candidato […] fosse impedido de se afastar. Porque é um direito legítimo”, declarou.

Durante o discurso, Lula também criticou o cenário político atual e afirmou que houve perda de qualidade na atividade. “A política piorou muito (…). E em muitos casos a política virou negócio”, disse.

Ele ainda afirmou que decidiu não substituir os ministros que deixarão os cargos, para manter a continuidade da gestão até o fim do mandato. “Não tem novo programa de governo. A máquina está em andamento, ela tem que continuar andando”, declarou.

Assista:

Eis os presentes na reunião ministerial desta 3ª feira (31.mar.2026):

Alexandre Padilha (ministro da Saúde);
Alexandre Silveira (ministro de Minas e Energia);
Anielle Franco (ministra da Igualdade Racial);
André de Paula (ministro da Pesca e Aquicultura);
André Fufuca (ministro do Esporte);
Bruno Moretti (secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República);
Camilo Santana (ministro da Educação);
Carlos Fávaro (ministro da Agricultura e Pecuária);
Celso Amorim (assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República);
Dario Durigan (ministro da Fazenda);
Eloy Terena (secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas);
Esther Dweck (ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos);
Fernanda Machiaveli (secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Frederico de Siqueira Filho (ministro das Comunicações);
General Marcos Antonio Amaro dos Santos (ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República);
George Santoro (secretário-executivo do Ministério dos Transportes);
Geraldo Alckmin (vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços);
Gleisi Hoffmann (ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República);
Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República);
Gustavo Feliciano (ministro do Turismo);
Jader Filho (ministro das Cidades);
Jaques Wagner (líder do Governo no Senado Federal);
Janine Mello dos Santos (secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania);
João Paulo Ribeiro Capobianco (secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima);
Jorge Messias (advogado-geral da União);
José Múcio (ministro da Defesa);
Leonardo Barchini (secretário-executivo do Ministério da Educação);
Luciana Santos (ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação);
Luiz Marinho (ministro do Trabalho e Emprego);
Macaé Evaristo (ministra dos Direitos Humanos e Cidadania);
Margareth Menezes (ministra da Cultura);
Maria Laura da Rocha (ministra substituta das Relações Exteriores);
Marina Silva (ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima);
Márcia Lopes (ministra das Mulheres);
Márcio França (ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte);
Miriam Belchior (secretária-executiva da Casa Civil da Presidência da República);
Paulo Henrique Cordeiro Perna (secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte);
Paulo Teixeira (ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar);
Rachel Barros de Oliveira (secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial);
Renan Filho (ministro dos Transportes);
Rivetla Edipo Araujo Cruz (secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura);
Rui Costa (ministro da Casa Civil);
Sidônio Palmeira (ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República);
Silvio Costa Filho (ministro de Portos e Aeroportos);
Simone Tebet (ministra do Planejamento e Orçamento);
Sônia Guajajara (ministra dos Povos Indígenas);
Tomé Barros Monteiro da Franca (secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos);
Vinícius de Carvalho (ministro da Controladoria-Geral da União);
Waldez Góes (ministro de Integração e do Desenvolvimento Regional);
Wellington César (ministro da Justiça e Segurança Pública);
Wellington Dias (ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome);
Wolney Queiroz (ministro da Previdência Social).

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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-governo/lula-diz-que-ao-menos-14-ministros-deixam-cargos-a-partir-de-3a-feira/

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