Contas públicas tiveram saldo negativo de R$ 60,4 bilhões no acumulado de 12 meses, segundo o Tesouro Nacional
O governo central –formado por governo federal e Banco Central– registrou deficit primário de R$ 30,1 bilhões em fevereiro. O saldo negativo caiu 8,4% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foi de R$ 32,8 bilhões. O Tesouro Nacional divulgou o resultado nesta 2ª feira (30.mar.2026). Eis as íntegras da apresentação (PDF – 730 kB) e do relatório (PDF – 404 kB).
O deficit primário de R$ 30,05 bilhões corresponde ao 2º menor saldo negativo da série histórica desde 2022, quando foi de R$ 24,5 bilhões.
No acumulado do 1º bimestre, o governo Lula registrou superavit primário de R$ 57,5 bilhões. Esse foi o 2º maior saldo positivo para as contas públicas da série histórica, iniciada 1997. Ficou atrás somente do ano de 2022, quando as contas públicas ficaram no azul em R$ 68,9 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o governo Lula teve um rombo de R$ 60,4 bilhões em valores corrigidos pela inflação. Aumentou 1,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foi de R$ 13,4 bilhões.
A meta fiscal do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de um superavit de R$ 34,3 bilhões neste ano. A equipe econômica estima que o saldo positivo será de R$ 3,5 bilhões em 2026, ou R$ 30,8 bilhões inferior ao objetivo. Sem as deduções com gastos com precatórios, projetos estratégicos em defesa nacional e despesas temporárias com educação e saúde, o rombo seria de R$ 59,8 bilhões neste ano.
O governo Lula registrou deficit nas contas em 2023, em 2024 e em 2025. O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conseguiu aprovar no Congresso o arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos do governo Michel Temer (MDB). A lei atual estabelece metas de resultado primário anuais.
Quando foi apresentado, o marco fiscal tinha meta de um superavit primário de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2026. A meta atual é de 0,25% do PIB, mas a estimativa de superavit de R$ 3,5 bilhões corresponde a 0% do PIB, ou o piso da meta.