Brasil e Turquia acordam rota alternativa ao estreito de Ormuz

O Ministério da Agricultura emitiu na 5ª feira (26.mar) um certificado sanitário que permite o trânsito temporário de exportações pelo país transcontinental

O Ministério da Agricultura anunciou na 5ª feira (26.mar.2026) um acordo com o governo da Turquia que autoriza o trânsito e armazenamento temporário de exportações agropecuárias brasileiras pelo país transcontinental. A medida permite que mercadorias com destino ao Oriente Médio e à Ásia Central não precisem atravessar o golfo pérsico.

Em comunicado, o ministério declarou que foi emitido o Certificado Veterinário Sanitário para Produtos Sujeitos a Controles Veterinários em Trânsito Direto pela República da Turquia ou para Armazenamento Temporário. 

A estrutura portuária do país já era utilizada por exportadores brasileiros, mas novas regras sanitárias impostas pelo governo turco para produtos sujeitos ao controle veterinário oficial levaram a necessidade de firmar o acordo.

Segundo o órgão, o certificado “confere mais segurança e previsibilidade aos exportadores brasileiros em um momento de instabilidade nas rotas internacionais”.

Estreito de Ormuz

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã impactou diretamento o tráfego de navios pelo estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de petróleo do mundo. O número de travessias pelo estreito reduziu de 4.140 em fevereiro para 125 em março –uma queda de 97%, ou 4.015 viagens a menos.

1 MÊS DE GUERRA

A guerra entre EUA, Israel e Irã completa 1 mês neste sábado (28.mar.2026). O conflito já deixou mais de 3.000 mortos e teve efeitos que vão além do campo militar, com impacto no abastecimento global de petróleo e no aumento do preço da commodity, no tráfego marítimo internacional e em infraestrutura crítica no Oriente Médio.

Ao todo, o conflito soma cerca de 37.000 vítimas, entre mortos e feridos. A maior parte concentrada em território iraniano, alvo da maior intensidade de ataques desde o início da ofensiva. Em termos proporcionais, isso significa que quase 3 em cada 4 vítimas estão no Irã –o equivalente a 73% do total.

A ofensiva atingiu sobretudo áreas urbanas e infraestrutura civil, ampliando o impacto humanitário. Ele aparece na escala da destruição. Ao longo de 1 mês, mais de 60.000 estruturas civis foram atingidas, sendo 54.000 unidades civis, 6.800 estabelecimentos comerciais e 241 unidades de saúde.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-agro/brasil-e-turquia-acordam-rota-alternativa-ao-estreito-de-ormuz/

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