Dados do Banco Central mostram que o valor recuou para US$ 6,8 bilhões de janeiro a fevereiro
O saldo do IDP (investimento direto no país) foi de US$ 14,9 bilhões no 1º bimestre de 2026. O valor caiu 10,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando totalizou US$ 16,7 bilhões. O BC (Banco Central) divulgou as estatísticas do setor externo nesta 6ª feira (27.mar.2026). Eis a íntegra (PDF – 389 kB).
Os dados mostram o saldo de entrada e saída de capital voltado a ganhos de longo prazo, como nas áreas de negócios, empresas, aberturas de filiais multinacionais, obras de infraestrutura, instalação de fábricas, compra de participação em companhias nacionais e outros.
A entrada líquida de IDP foi de US$ 6,8 bilhões em fevereiro, valor que sobrepõe o deficit de US$ 5,6 bilhões nas transações correntes das contas externas. O investimento direto no país caiu 32,7% em comparação com o mesmo mês de 2025, quando o ingresso líquido foi de US$ 10,0 bilhões.
O Banco Central disse que, em fevereiro, os ingressos líquidos em participação no capital somaram US$ 7,5 bilhões, compreendendo ingressos de US$ 3,0 bilhões em participação no capital, exceto reinvestimento de lucros, e US$ 4,4 bilhões em reinvestimento de lucros no Brasil. As operações intercompanhia registraram saídas líquidas de US$ 698 milhões.
O Brasil registrou uma entrada líquida de US$ 75,9 bilhões no acumulado de 12 meses até fevereiro. Esse valor corresponde a 3,24% do PIB.
O Banco Central disse que, em janeiro de 2026, o saldo havia sido de US$ 79,1 bilhões, ou 3,42% do PIB. Há 1 ano, em fevereiro de 2025, os ingressos líquidos anuais somavam US$ 78,3 bilhões, ou 3,64% do PIB.
Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/investimento-direto-no-brasil-cai-109-no-1o-bimestre/