O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta 4ª feira (25.mar.2026) que o Brasil vive uma polarização política marcada pelo receio de parte do eleitorado em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, o Partido Social Democrático pode apresentar uma alternativa a esse cenário nas eleições de 2026.
A declaração foi dada em desembarque no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Leite está na cidade para se reunir no fim da tarde com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e discutir o cenário eleitoral do partido.
Assista (38s):
“Boa parte dos brasileiros está dividida entre 2 medos: o medo de que Lula permaneça e o medo de que Bolsonaro volte. E a gente não pode ter, numa democracia, o desperdício de uma oportunidade eleitoral para votar com medo simplesmente de um ou de outro”, disse.
Leite afirmou que trabalha para viabilizar uma candidatura presidencial pelo PSD. Disse que entrou no partido com o objetivo de ajudar a construir uma alternativa política ao cenário atual.
“Estou vivamente dedicado a me tornar, sim, o candidato do PSD, porque quero representar todos aqueles brasileiros que não estão conformados”, afirmou.
A reunião com Kassab será realizada após o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), indicar que não disputará a Presidência em 2026. Segundo Leite, a decisão abre espaço para que o partido defina qual será seu posicionamento na disputa nacional.
Leite disputa internamente a possibilidade de ser o nome do PSD ao Palácio do Planalto com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). O gaúcho afirmou que pretende convencer a direção do partido de que há viabilidade para uma candidatura de centro.
“Não estou discutindo ser vice, ser alternativa de Senado, nem nada. A minha intenção e a minha disposição são firmes para liderar um projeto”, disse.
O governador também afirmou que só deixará o cargo no Rio Grande do Sul se houver condições políticas para a disputa nacional. Caso contrário, disse que permanecerá no governo estadual até o fim do mandato.
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