Ministério das Relações Exteriores do país informou “não ter conhecimento” sobre autorização da Guarda Revolucionária do Irã
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse nesta 4ª feira (4.mar.2026) não ter conhecimento da autorização do Irã para navegação de embarcações chinesas pelo Estreito de Ormuz. A rota marítima está bloqueada pelo país persa por causa dos confrontos com os Estados Unidos e Israel.
Alguns sites reportaram nos últimos dias que a Guarda Revolucionária do Irã teria concedido passagem para navios chineses e russos no estreito como uma forma de gratidão pelos 2 países apoiarem o regime iraniano. Ao ser perguntada por um jornalista, Ning respondeu: “não tenho conhecimento da situação que você mencionou”.
Antes, Ning reforçou o pedido da China para um cessar-fogo no Oriente Médio e que a situação no Estreito do Ormuz volte a normalidade para manter a estabilidade econômica global.
“O Estreito de Ormuz e suas águas adjacentes são importantes rotas comerciais internacionais para bens e energia, e a manutenção da segurança e da estabilidade nessa região é do interesse comum da comunidade internacional. A China pede que todas as partes cessem imediatamente as operações militares, evitarem uma maior escalada das tensões e impedirem que a instabilidade tenha um impacto ainda maior na economia global”, declarou a porta-voz.
A China é um dos países mais afetados pelo fechamento da rota marítima. Como mostrou o Poder360, cerca de 40% do petróleo que passa por Ormuz tem a China como destino. A China é a maior compradora de petróleo do mundo, o que deixa o país vulnerável em cenários de rompimento de rotas comerciais, como é o caso do bloqueio iraniano do estreito.