Simonin atuava na área de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos; governo afirma que medida visa “resguardar a integridade institucional”
O subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio de Janeiro, José Carlos Costa Simonin, foi demitido nesta 3ª feira (3.mar.2026). Ele é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos suspeitos de participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio, em 31 de janeiro.
Segundo a investigação, o crime teria sido cometido por 5 pessoas, entre elas um menor de idade. Vitor Hugo teve a prisão decretada e é considerado foragido.
Em nota, a secretaria informou que a exoneração foi adotada “no âmbito administrativo” para “resguardar a integridade institucional”. A pasta afirmou ainda que as investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes. Leia a íntegra (PDF – 130 Kb).
José Simonin é advogado e integrava conselhos estaduais ligados a políticas sociais, como o FECP (Fundo de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais) e o Fised (Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento).
Ele também já exerceu a vice-presidência do Conselho Estadual de Assistência Social e participou da elaboração do Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado.
A secretária da pasta, Rosângela Gomes, publicou nota nas redes sociais na 2ª feira (2.mar) em que declarou “profunda indignação e tristeza” diante do caso. Ela afirmou que sua gestão é pautada pela defesa dos direitos das mulheres e pelo combate à violência.
Ainda de acordo com Rosângela, a Secretaria da Mulher está prestando apoio jurídico e psicológico à adolescente e à família. A pasta declarou que “jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”.
O governador do Estado, Cláudio Castro (PL), também se manifestou sobre o caso em seu Instagram. Ele classificou o crime como revoltante e afirmou ter determinado urgência total para localizar e prender todos os envolvidos.
ENTENDA O CASO
A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) investiga um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido na noite de 31 de janeiro, no Rio. O caso é tratado pelo delegado da 10ª DP como uma “emboscada planejada”.
A vítima foi convidada por Matheus, seu ex-namorado, para ir ao apartamento de um amigo dele no bairro de Copacabana, zona sul da capital fluminense. No local, enquanto mantinha relação sexual com seu ex-namorado, os outros 3 rapazes teriam entrado no cômodo.
A vítima narrou ter levado tapas, socos e um chute na região abdominal. Ela relata que tentou sair do quarto, mas que foi impedida pelos jovens.
O resultado do exame de corpo de delito aponta que a vítima sofreu violência física. A perícia identificou uma hemorragia interna e lesões na região genital. Também foram identificados sangue no canal vaginal e manchas nas costas e nos glúteos.