Desemprego entre os jovens cai para 11,4% em 2025

A taxa de desocupação entre pessoas de 18 a 24 anos diminuiu em comparação com os 12,8% de 2024, segundo o IBGE

A taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos reduziu de 12,8% no 4º trimestre de 2024 para 11,4% no 4º trimestre de 2025 e atingiu o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012. A desocupação atingiu 1,6 milhão de jovens. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os dados nesta 6ª feira (20.fev.2026). Eis a íntegra do estudo (PDF – 7 MB).

O instituto publica a cada 3 meses a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua Trimestral. A pesquisa dá mais informações sobre o mercado de trabalho brasileiro do que a amostra mensal do levantamento.

O IBGE já havia divulgado que a taxa de desemprego terminou 2025 a 5,1% no 4º trimestre, o menor patamar da série histórica. A Pnad Contínua Trimestral dá mais detalhes sobre o nível de desemprego por faixa etária, escolaridade, sexo, cor da pele, regiões e outros.

Segundo dados do IBGE, a população de 18 a 24 anos registrou o menor patamar da série histórica, iniciada em 2012.

Segundo o IBGE, o número de pessoas desocupadas nesta faixa etária era de 1,9 milhão no fim de 2024. Caiu para 1,6 milhão no 4º trimestre de 2025.

Os dados do IBGE reforçam dados de um mercado de trabalho aquecido. Além de o Brasil ter registrado a menor taxa de desemprego da história no 4º trimestre de 2025, a população ocupada atingiu 103 milhões de pessoas, o maior nível da série histórica, iniciada em 2012.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros foi de R$ 3.613, com alta de 12% em relação a 2024.

CENÁRIO ECONÔMICO

Com mais pessoas empregadas e renda em alta, o consumo se mantém firme, enquanto empresas enfrentam custos maiores com salários. Esse cenário costuma alimentar a chamada inflação de serviços, considerada mais persistente e sensível ao nível de atividade econômica.

A economia brasileira, por sua vez, dá sinais claros de enfraquecimento. A produção industrial brasileira subiu só 0,6% no ano passado depois de ter uma taxa de expansão de 3,1% em 2024. O setor de serviços teve alta de 2,8%, ante 3,1% do ano anterior. As vendas do comércio também desaceleraram e tiveram alta de 1,6%.

Considerado a prévia do PIB (Produto Interno Bruto), o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do Banco Central subiu 2,5% em 2025. Havia registrado alta de 3,7% em 2024.

O ciclo de aperto monetário contribuiu para conter a inflação e reduzir o ritmo da atividade econômica, mas os efeitos sobre emprego costumam ocorrer com defasagem.

O BC (Banco Central) implementou uma rodada de reajustes na taxa básica, a Selic, que iniciou em agosto de 2024 e terminou um junho de 2025. No período, o juro-base aumentou de 10,5% para 15% ao ano.

O Banco Central subiu os juros para controlar a inflação, que ficou acima do intervalo permitido em 22 dos 37 meses no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de janeiro de 2023 a janeiro de 2025. Atualmente, está em 4,44%, com tendência de ficar abaixo de 4,0% a partir dos próximos meses.

O Copom (Comitê de Política Monetária) sinalizou na última reunião, em janeiro, que deverá um corte na taxa Selic no próximo encontro, em março. Economistas ainda avaliam se o início de corte de juros começará com uma redução de 0,25 ponto percentual ou de 0,5 ponto comercial.

Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-economia/desemprego-entre-os-jovens-cai-em-2025/

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