Republicano é o 1º presidente do órgão e tem autorização para vetar qualquer decisão tomada pelo grupo recém-criado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), será a única autoridade com poder de veto no Conselho da Paz, cuja criação foi formalizada pelo norte-americano nesta 5ª feira (22.jan.2026), em Davos, na Suíça.
Há apenas duas menções a “veto” no documento de criação do órgão:
decisões do Conselho Executivo – o que for decidido por maioria no Conselho Executivo tem efeito imediato, mas está sujeito ao veto do presidente a qualquer momento. Em caso de empate, cabe ao chefe do órgão desempatar a votação;
saída de integrantes do Conselho da Paz – o presidente pode expulsar um país do grupo, mas essa decisão está sujeita a veto do órgão –é necessário, no entanto, que 2/3 dos integrantes votem contra.
Trump é o 1º presidente do Conselho de Paz. Isso está determinado no documento.
O mandato de Trump é praticamente vitalício. O presidente do Conselho da Paz pode indicar um sucessor e só deixa o cargo se decidir renunciar voluntariamente ou em caso de incapacidade –nesse cenário, a votação do Conselho Executivo precisa ser unânime, ou seja, todos os integrantes precisam votar a favor de remover o republicano.
CONSELHO DE PAZ DE TRUMP
Donald Trump (Partido Republicano) anunciou a criação do Conselho de Paz em 15 de janeiro de 2026. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro de 2026 que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
O emblema do Conselho da Paz foi comparado ao da ONU:
Divulgação
Na imagem, o emblema do Conselho da Paz (à esq.) e o símbolo da ONU (à dir.)
Autoridades de 18 países estavam com Trump no lançamento do conselho.
Reprodução/YouTube @WhiteHouse – 22.jan.2026
Eis os nomes:
1 – Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão;
2 – Vjosa Osmani-Sadriu, presidente do Kosovo;
3 – Shehbaz Sharif, primeiro-ministro do Paquistão;
4 – Santiago Peña, presidente do Paraguai;
5 – Mohammed bin Abdul Rahman al Thani, primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Qatar;
6 – Faisal bin Farhan al Saud, ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita;
7 – Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores da Turquia;
8 – Khaldoon al Mubarak, CEO da Mubadala Investment Company;
9 – Shavkat Mirziyayev, presidente do Uzbequistão;
10 – Gombojavyn Zandanshatar, primeiro-ministro da Mongólia;
11 – Salman bin Hamad bin Isa Al Khalifa, primeiro-ministro do Bahrein;
12 – Nasser Bourita, ministro das Relações Exteriores do Marrocos;
13 – Javier Milei, presidente da Argentina;
14 – Nikol Pashinyan, primeiro-ministro da Armênia;
15 – Donald Trump, presidente dos EUA;
16 – Ilham Aliyev, presidente do Azerbaijão;
17 – Rosen Zhelyazkov, ex-primeiro-ministro da Bulgária;
18 – Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria;
19 – Prabowo Subianto, presidente da Indonésia;
20 – Ayman Safadi, ministro das Relações Exteriores da Jordânia.