Jornalista norte-americano chama Snowden de “maior denunciante dos EUA no século 21”; ele vazou dados de espionagem em 2013
O jornalista norte-americano Glenn Greenwald compartilhou em seu perfil no X (ex-Twitter) nesta 3ª feira (25.fev.2025) uma foto ao lado do norte-americano Edward Snowden, falando sobre o almoço realizado na 2ª feira (24.fev). “Tive um ótimo almoço com ele ontem. Fico feliz como sempre que ele esteja tão bem“, escreveu o jornalista. Snowden é responsável por vazar informações de espionagem do governo norte-americano em 2013.
Na publicação, Greenwald declarou que visitou e conversou com um dos “maiores denunciantes” dos Estados Unidos no século 21. Ele se refere a Snowden como “corajoso e importante“.
“É sempre ótimo visitar e conversar com um dos maiores, mais corajosos importantes denunciadores americanos do século 21“, escreveu Greenwald no X.
Entenda o caso
Edward Snowden, ex-analista da NSA (Agência Nacional de Segurança) dos Estados Unidos e da CIA (Agência de Inteligência norte-americana). Em 2013, ele foi o responsável por vazar informações sobre a espionagem do governo dos Estados Unidos
Snowden revelou operações de vigilância realizadas pela NSA, tanto domésticas quanto internacionais, o que gerou grande repercussão. Por causa disso, Snowden fugiu para a Rússia, onde obteve visto de residência permanente em 2020. As autoridades norte-americanas tentam há anos trazê-lo de volta para ser julgado criminalmente, com pena de até 30 anos de prisão.
Snowden também publicou um livro em que detalhou as técnicas de espionagem da NSA. Em “Eterna Vigilância: Como montei e desvendei o maior esquema de espionagem do mundo”,
O norte-americano revelou como a agência utilizava servidores de empresas como Google, Apple e Facebook para monitorar a população. Seus vazamentos também mostraram que países da América do Sul, incluindo o Brasil, foram alvos da vigilância.
No caso do Brasil, Snowden revelou que o governo norte-americano grampeou o telefone da então presidente Dilma Rousseff (PT) e monitorou a Petrobras. Ele ainda expôs que países como Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia cooperavam com as atividades de espionagem da NSA.