Saiba qual a diferença entre peru, frango e Chester

Aves são comumente servidas nas festas de fim de ano; concentração de carne muda pela seleção genética

Muito consumidas durante as festas de fim de ano, as aves natalinas têm variações como peru, frango, Chester, Supreme e Fiesta. De acordo com especialistas, a diferença central entre cada uma é a concentração de carne. 

No geral, o peru é uma espécie à parte. O prato é tradicionalmente servido em comemorações dos Estados Unidos, como o Dia de Ação de Graças. O animal tem membros maiores em comparação com uma galinha, uma carne mais rígida e um sabor mais intenso. Costumam pesar até 4 kg. A explicação é do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários. 

O frango é uma das proteínas mais consumidas do Brasil. No geral, são galinhas criadas nas granjas e vendidas para as distribuidoras.

Já o Chester, o Supreme e o Fiesta são variações do próprio frango. Há concentração maior de carne nas coxas e no peito dos animais, que pode chegar a 30% a mais de em comparação com a espécie original.

As mudanças físicas nas aves tendem a atrair os consumidores. Todas essas características diferenciadas foram obtidas ao longo do tempo por meio de seleção genética.

Reprodução/BRF

Na imagem, um Chester, frango modificado por meio de seleção genética

Funciona da seguinte forma: os frangos naturalmente mais “carnudos” nos peitos e nas coxas foram selecionados para reprodução entre si. Dessa forma, as qualidades vantajosas para o mercado são passadas de geração em geração e se intensificam com o tempo. 

Além disso, os animais contam com uma alimentação diferenciada para evidenciar ainda mais os padrões que mais atrativas para a ceia.

“É importante esclarecer que tudo provém de seleção genética natural. O Chester, Fiesta ou Supreme não passam por nenhuma manipulação genômica, portanto, não se trata de um alimento transgênico. Os genes são naturais das aves”, diz o sindicato em um texto explicativo.

A diferença entre os nomes dos produtos se dá pela empresa que comercializa o alimento. Cada uma escolheu e fez patente de uma marca diferente para vender sua ave natalina: 

Chester – é da Perdigão. O nome foi escolhido porque “chest” é uma palavra em inglês que significa peito. No animal, a região é maior que em um frango comum; 
Fiesta – da Seara, tem essa nomenclatura para remeter às tradicionais festas de fim de ano;
Supreme – é uma marca registrada pela Sadia.

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Fonte: https://www.poder360.com.br/poder-agro/saiba-qual-a-diferenca-entre-peru-frango-e-chester-2/

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